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Opinião – Na presença de Bolsonaro, Rogério polariza com a esquerda e ataca o PT

Confira a coluna de Opinião desta sexta-feira 13
Opinião
13/06/2025 | 05:06

A agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio Grande do Norte é tida como o pontapé para colar o nome do senador Rogério Marinho (PL) e tentar alavancar a candidatura da direita ao Governo do Estado. “Tenho tentado, todos os dias, fazer com que aqueles que confiaram em mim, e até os que não votaram em mim, mas se sentem representados, não tenham motivos para se envergonhar, nem para se esconder”, discursou Rogério Marinho, na tribuna da Câmara Municipal do Natal, onde já foi vereador e presidente.

Bolsonaro não escondeu a estratégia do PL nacional em fortalecer o nome de Rogério como governador do Rio Grande do Norte. “Eu tenho vontade de continuar servindo à minha nação. Não é fácil. Como disse aqui Rogério Marinho, não fui denunciado, não sou investigado por corrupção, por maus feitos. A denúncia é um plano mirabolante, segundo eles, que não liga nada com nada sobre um plano de golpe que nem sequer no papel foi colocado”, mencionou.

bolsonaro eriko
Foto: Reprodução

PROGREDINDO

Como a Coluna Opinião adiantou desde o ano passado, o PP do Rio Grande do Norte ganhou mais um deputado federal: Robinson Faria, que deixou o PL. Vale registrar que Fábio Faria, filho de Robinson, foi ministro das Comunicações no Governo Bolsonaro, mas foi o marido da herdeira do SBT Patrícia Abravanel que articulou a filiação do pai ao partido do senador Ciro Nogueira, seu ex-colega de ministério. Com isso, o PP se iguala ao União Brasil aqui no RN, com dois deputados cada. O outro é João Maia. O PL caiu de 4 cadeiras para dois parlamentares: General Girão e Sargento Gonçalves.

RECADO

Em Brasília, a turma da Federação União Progressista agora conta oficialmente com maioria. Dizem lá que até Robinson Faria começa a simpatizar o nome de Allyson Bezerra (União) para ser governador. João Maia (PP) e Benes Leocádio (União) estão em campanha com prefeitos e lideranças. Tudo abençoado pelo ex-senador José Agripino Maia (União). O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), continua sendo a voz isolado no apoio a Rogério Marinho.

TRADUTOR

Coube ao deputado bolsonarista raiz Coronel Azevedo (PL), propositor do título de Cidadania Potiguar a Jair Bolsonaro, chamar a atenção da plateia na entrega do título de cidadão ao ex-presidente da República. Azevedo falou em inglês. “Welcome, my president. We have popcorn and ice cream sealers here too”, disse Coronel Azevedo. Em tradução literal: “Bem vindo, meu presidente. Nós temos vendedores de pipoca e sorvete aqui também”.

SAINDO

O ex-prefeito Álvaro Dias já prepara saída do Republicanos. É que começa mesmo a avançar em Brasília a federação com o MDB. Vitor Hugo, potiguar e membro do diretório nacional da sigla, já anda confirmando aos pré-candidatos que vai mesmo sair a federação.

CAMINHO

Álvaro Dias já analisa caminhar para o PL, caso concorra ao Senado Federal, de olho na promessa de Rogério Marinho em ter o teto do fundo partidário para senador ou deputado federal, que seria o plano B do ex-prefeito. Álvaro vem chamando lideranças do interior em seu escritório político, no bairro Petrópolis, para articular apoios à reeleição do deputado estadual Adjuto Dias, que deve acompanhá-lo numa futura filiação partidária. Sozinho, o ex-prefeito não monta nominata. Ele não tem mais a estrutura da Prefeitura do Natal.

CORDA DE CARANGUEJO

A turma de pré-candidatos Kelps Lima, Rafael Motta, Carlos Eduardo Alves, Micarla de Sousa, Gesane Marinho e Abrão Lincoln está formando uma nominata forte para deputado federal. Não faltam propostas e partidos que estão oferecendo apoio. A turma pode eleger dois parlamentares caso sejam aumentadas as vagas no Estado, de 8 para 10. A federação MDB e Republicanos entrou como atrativo no radar dos ex-deputados.

DATAFOLHA

O movimento de recuperação na avaliação do presidente Lula (PT) foi interrompido, aponta nova pesquisa do Datafolha. Segundo o instituto, reprovam o petista 40%, ante 28% que o aprovam —mantendo, em relação ao índice de ruim ou péssimo, o pior patamar registrado pelo petista em seus três mandatos. Na rodada anterior, no começo de abril, 38% reprovavam Lula, ante 29% que o julgavam ótimo ou bom. Era uma boa notícia para o governo, diante da sangria registrada no tombo de fevereiro, quando o Datafolha havia aferido 41% de reprovação e 24% de aprovação.