O deputado federal General Girão (PL-RN) defendeu a aprovação de uma anistia ampla e geral para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O parlamentar rebateu a posição do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que na semana passada declarou não ver ambiente político para esse tipo de medida, defendendo apenas a revisão de penas.
Girão afirmou que a anistia é o caminho para pacificar o País, comparando a proposta com a medida concedida em 1979, no governo do presidente João Figueiredo, na saída da ditadura militar. “A melhor maneira de você unir o País, de você pacificar o País, é você aplicar, sim, o fenômeno da anistia. Na anistia de 1979, nós anistiamos pessoas que tinham matado pessoas, pessoas que pegaram armas para assaltar, para roubar, para sequestrar aviões. A anistia veio e pacificou o Brasil”, disse.

As declarações do deputado ocorreram durante o encerramento do projeto Rota 22 no Rio Grande do Norte, realizado neste sábado em Natal. O evento ocorreu no Olimpo Recepções e contou com as presenças da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
“O Brasil está vivendo um momento onde a liberdade está sendo cerceada. Então a anistia precisa vir para pegar esses 1.400 brasileiros que estão presos ou estão usando tornozeleira eletrônica, sem ter usado uma arma. Nós temos um compromisso dos líderes partidários, que compõem a maioria do plenário da Câmara dos Deputados, de que a anistia será pautada. E aí nós vamos viver a grande força da democracia”, afirmou.
O deputado disse não concordar com propostas que visam substituir a anistia por medidas mais brandas. Ele defendeu que não houve crimes violentos nos atos de 8 de janeiro.
“Não concordo com textos alternativos. Nós não tivemos ninguém que matou, nós não tivemos ninguém que sequestrou, que assaltou. Se nós tivemos gente que teve intenção, vejam só, se tivemos gente que teve intenção, foi intenção. O crime de intenção é um crime muito ameno, muito brando, e ele não merece ser tratado como sendo um crime, por exemplo, de um criminoso pedófilo”, declarou.
PL MULHER
A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, assumiu a presidência do PL Mulher no Rio Grande do Norte. Substitui Raquel Viana, que há dois meses vinha coordenando a seção da legenda no Estado, após a saída da médica Roberta Lacerda. “Seguiremos firmes, fortalecendo a participação feminina e mostrando que, quando as mulheres se unem, grandes transformações acontecem!”, escreveu Jussara, em postagem nas redes sociais.
NO BANCO
De saída do PT, o ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates quer ser suplente de senador em 2026. Estuda se filiar ao PV. Fontes do Centro Administrativo dizem à Coluna que ele já teve conversa sobre isso com a governadora Fátima Bezerra (PT). Mas ele também não se opõe em ser suplente de Zenaide Maia (PSD), numa hipotética permanência da senadora no arco governista de alianças.
PROJETO
Durante sua passagem por Natal no sábado, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi só elogios a Rogério Marinho. Segundo Valdemar, a escolha do senador como secretário-geral do partido foi “a melhor coisa” que ele fez no PL. Questionado, porém, sobre a possibilidade de uma candidatura de Rogério para disputa nacional, ele disse: “Muitos deputados e senadores da nossa bancada falam do Rogério. Ele foi um exemplo no governo federal. É preparado, equilibrado e ele tem tudo para ser tudo. Mas acho que o povo do RN precisa mais dele aqui, porque os dados do Estado são muito ruins. Tenho certeza que ele levanta esse estado se for governador”, declarou.
AUMENTO DE DEPUTADOS
Subiu de vez no telhado a proposta de aumento no número de deputados federais, o que beneficiaria o RN. Depois do veto do presidente Lula, senadores petistas, que deram 5 dos 41 votos favoráveis à proposta durante a deliberação no Senado, agora devem votar contra na apreciação do veto. Sem esse apoio, seriam 36 os integrantes da Casa favoráveis ao aumento do número de deputados, número insuficiente para rejeitar o veto. “A bancada do PT vai votar pela manutenção do veto”, disse o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
BOAS VINDAS
Em Natal, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro “oficializou” o que já estava claro: a deputada federal Carla Dickson vai mesmo deixar o União Brasil e se filiar ao PL. Resta saber se será agora ou se só na janela.
EMPERRADO
Se dependesse apenas dela, a vereadora Camila Araújo também já teria trocado o União Brasil pelo PL. Ela, porém, não recebeu ainda anuência do ex-senador José Agripino Maia, líder do União Brasil. Vale lembrar que a janela partidária de 2026 não valerá para vereadores.
NEM UM MILÍMETRO
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu uma entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, que o descreveu como “o juiz que se recusa a ceder à vontade de Trump”. O ministro disse que não há chance de que as sanções impostas pelos Estados Unidos influenciem suas ações: “Não há a menor chance de recuarmos nem um milímetro sequer”.