O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta sexta-feira 15 que o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) será o relator da CPMI do INSS. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões será instalada na próxima semana. O colegiado será constituído de 15 deputados federais e 15 senadores. O presidente será o senador Omar Aziz (PSD-AM).
De acordo com o Radar do Congresso, ferramenta de monitoramento do Congresso em Foco, Ayres votou em 79% das vezes conforme a orientação do Governo Lula, percentual superior à média da Câmara (71%), mas contrariou o Planalto em pautas como a derrubada do decreto sobre IOF e a aprovação do projeto de licenciamento ambiental.

Desde o início do mandato, apresentou 297 proposições e relatou 42 projetos. Neste ano, aparece como um dos parlamentares mais assíduos, com 100% de presença em sessões plenárias e comissões. É titular da Comissão de Constituição e Justiça e suplente na Comissão de Viação e Transportes. Também integra três das mais importantes frentes parlamentares do Congresso: a da segurança pública, a evangélica e a da agropecuária.
Ayres se posicionou recentemente sobre temas polêmicos. Defendeu a decisão inicial de Hugo Motta de suspender o mandato de parlamentares envolvidos no motim de bolsonaristas, criticando a obstrução do Congresso por disputas políticas. Também condenou o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump, afirmando que a medida prejudica o País e ironizando opositores do governo que “ainda se enrolam na bandeira americana”. Ainda nas redes, manifestou-se contra a propaganda de apostas esportivas online por influenciadores digitais.
“O PT agradece e os aposentados lamentam”, escreveu o deputado Sargento Gonçalves (PL), em publicação nas redes.
DESTINO TRAÇADO
Aniversariante do dia de ontem, quando completou 39 anos, o ex-deputado federal Rafael Motta vai mesmo para o PP. Esta semana, foi levado pelo deputado João Maia, líder do PP no RN, ao encontro de Ciro Nogueira, senador do Piauí e presidente nacional da legenda. Foi prometido a Rafael o teto do fundo eleitoral para a campanha dele em 2026.
COMPLICADO
A parada não vai ser fácil para Rafael. A nominata da federação União-PP já tem quatro nomes considerados “certos” na lista dos eleitos. São eles Benes Leocádio e Nina Souza, pelo União Brasil; e João Maia e Robinson Faria, pelo PP. Rafael vai surpreender?
RINGUE ELEITORAL
A disputa para deputado estadual no Mato Grande e no Litoral Norte promete. Dois ex-prefeitos da região que fizeram seus sucessores e que são adversários políticos vão concorrer agora à Assembleia Legislativa: Júlio César (PSD), ex de Ceará-Mirim, e Luiz Eduardo (Solidariedade), ex de Maxaranguape. Luiz vai para a reeleição, enquanto Júlio vai tentar o primeiro mandato, tendo como padrinho o deputado José Dias (PL), que vai se aposentar após 10 mandatos.
CURIOSO
Por falar na relação entre José Dias e Júlio César, esta é uma daquelas ironias da política. Um dos oposicionistas mais eloquentes na Assembleia Legislativa vai indicar como substituto um aliado da governadora Fátima Bezerra – que, aliás, apoiou no ano passado a eleição do prefeito Antônio Henrique (PSD), sucessor de Júlio César em Ceará-Mirim.
CONTRAPONTO
A secretária de Turismo do Governo Fátima, Marina Marinho (PT), que foi prefeita popular em Jandaíra, deverá ser escalada pelo PT para fazer contraponto ao bolsonarismo na região do Mato Grande e no Litoral Norte – região de influência do deputado de oposição Luiz Eduardo. Aliás, o turismo, pasta de Marina na gestão estadual, também é a praia de Luiz Eduardo.
DISPUTA
Pré-candidato a deputado estadual, o vereador Matheus Faustino (União) tem forçado uma rivalidade com a deputada federal Natália Bonavides (PT). Até incluir a deputada no relatório final da CEI das Invasões ele incluiu, mesmo sem chamá-la para depor. A parlamentar tem ignorado as provocações. Em recente nota à imprensa, ela ironizou Faustino: “Não conheço o vereador.”
PERDA
Celina Alves, mãe do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo e viúva do ex-senador e ex-prefeito de Natal e Parnamirim Agnelo Alves, faleceu na manhã desta sexta-feira 15, aos 89 anos. Celina acompanhou de perto a trajetória do marido e dos filhos na vida pública. Além de Carlos Eduardo, ela deixa os filhos Agnelo Filho e José Luís Alves. A morte ocorre dez anos após o falecimento de Agnelo Alves, em junho de 2015. Reconhecida por sua presença discreta, porém marcante, Celina era lembrada por participar ativamente de eventos e campanhas políticas ao longo de sua vida.