De olho na cadeira de governador, Allyson Bezerra (União) avança nas articulações e amplia seu arco de alianças para 2026. No feriado de Corpus Christi, o deputado estadual Neilton Diógenes (PP), ligado ao deputado federal João Maia (PP), levou simpatizantes da candidatura de Allyson para um encontro em sua residência em Mossoró. O deputado estadual Kleber Rodrigues (MDB), aliado do Governo Fátima, fez questão de posar para fotos com o prefeito de Mossoró.
O encontro reuniu ainda os prefeitos de Apodi, Sabino Neto (MDB), e o prefeito de Macaíba, Emídio Júnior (PP). De testemunha, o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), que assumirá a cadeira do Palácio da Resistência em abril do próximo ano, quando Allyson precisará renunciar para ficar apto à disputa do governo. Kleber garantiu a Allyson que vai abrir as portas da região Agreste, onde tem liderança. Outras estratégias não foram vazadas à Coluna Opinião, pois identificaria nossa fonte, presente no encontro.

REGIÃO METROPOLITANA
Allyson Bezerra começa a articular força na região mais importante eleitoralmente: a Grande Natal. Ele já conta com o apoio garantido dos prefeitos Jaime Calado (São Gonçalo do Amarante), Nilda (Parnamirim), Gustavo Santos (Nisia Floresta), Zé Figueiredo (São José do Mipibu) e agora Emídio Jr. (Macaíba).
RADAR
As imagens que vazaram de Mossoró com Kleber Rodrigues e Allyson Bezerra não foram bem recebidas na Governadoria. Eles contam com o apoio do deputado de Monte Alegre para a chapa Cadu Xavier (Governo) e Fátima Bezerra (Senado). Mas, o deputado só admite apoiar Fátima para senadora. A outra vaga já negocia com Zenaide Maia (PSD), que tem ajudado prefeitos aliados dele.
ISOLADO
O prefeito Paulinho Freire (União) começa a enxergar que precisa unificar a oposição. Na região metropolitana, Rogério Marinho (PL) hoje só conta com dois prefeitos declarados: Paulinho de Natal e Jussara (PL), de Extremoz. O prefeito Antônio Henrique (PSD), de Ceará-Mirim, já sabe que vai terminar com Allyson Bezerra. É que Júlio César, candidato a deputado estadual, prefere seguir o deputado Robinson Faria no PP que assinar a ficha do PL. Ceará-Mirim tem mais de 50 distritos e assentamentos e não receberia com entusiasmo uma filiação de Júlio ao bolsonarismo.
MUDANÇA
O senador Styvenson Valentim, que trocou o Podemos pelo PSDB, já avalia novamente trocar de partido. É que não deu certo a fusão do Podemos com o PSDB. Styvenson pretendia controlar as duas siglas após fusão. Hoje, o PSDB continua sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira. O contato nacional de Styvenson é com o líder do partido no Senado, Plinio Valério (AM). Já Ezequiel tem amizades com o presidente nacional da sigla, Marconi Perillo (GO).
FEDERAÇÃO
O problema de Styvenson Valentim não seria Ezequiel Ferreira, pois poderiam fazer até uma aliança para 2026. Os dois já disseram publicamente que não têm problemas políticos um com o outro. Mas, o PSDB iniciou conversas para integrar uma federação com o Republicanos e o MDB. No Rio Grande do Norte, quem teve mais votos para federal em 2022 foi o MDB. A regra é essa para controlar a federação.
MESMO MOTIVO
O ex-prefeito Álvaro Dias, que se apresenta como nome a governador, mas não descarta ser senador, também enfrenta problemas semelhantes com o Republicanos. Álvaro não tem como conviver com o futuro governador Walter Alves e sabe que o Republicanos não tem como controlar a federação, pelo mesmo motivo do PSDB. A regra de voto para federação só pode ser quebrada se o partido maior abrir mão, e o ex-prefeito de Natal sabe que Walter não abre.
OUVIDOS
De Brasília, o senador Rogério Marinho (PL) acompanha pesquisas internas que o PL sempre incomenda à Consult para acompanhar se os atos e movimentos políticos da semana passada no Rio Grande do Norte surtiram algum efeito práticos de crescimento. Rogério sabe que hoje Allyson Bezerra lidera com folga. Já Cadu Xavier (PT) ainda não conseguiu alcançar o percentual de um nome apoiado pelo presidente Lula e o PT.