O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), vai passar uns dias em Natal. Já na capital potiguar, começou a semana dando declarações e mandando recados políticos, de olho na disputa de 2026. Indagado se vai integrar uma terceira via para a disputa de governador, Allyson lembrou que ele lidera as pesquisas. “Essa questão de terceira via depende do ponto de vista. Quando diz ‘terceira via’, é alguém que está em terceiro e vai disputar com quem está em primeiro e segundo. Aí é terceira”, disparou Allyson Bezerra na 96 FM. Ele lidera todas as pesquisas para o Governo e, por isso, se considera uma “primeira via”.
Sobre seus compromissos com a reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD), Allyson voltou a listar as parcerias e os recursos enviados por ela para sua gestão em Mossoró. Ele disse não acreditar que Zenaide esteja fora do seu palanque em 2026. “Zenaide está enviando muitos recursos para Mossoró. Tem sido muito bem aceita pela cidade. Há essa simpatia, esse trabalho conjunto. Há essa ligação política. A não ser que amanhã a senadora diga ‘não, Allyson, vou estar em outro local, com outro grupo’… Eu, particularmente, acredito que ela não vai tomar uma decisão dessas”, assegurou Allyson, que tem o apoio do PSD e conta com Zenaide para o Senado.

ACENO
Paciente e com pé no freio, Allyson Bezerra chegou a fazer um aceno ao senador Styvenson Valentim (PSDB), o mesmo que na própria 96 FM chegou a dizer que, se Allyson chegar, ele sai da oposição. “Styvenson não é empecilho em nenhum momento. Ele é senador, está disparado nas pesquisas… Se as eleições fossem hoje, ele estaria muito bem eleito… E certamente nós vamos conversar. Seja no gabinete dele, seja no gabinete lá em Mossoró. Ou em outro local”, sugeriu.
CONVERSAS
Allyson Bezerra também almoçou com o ex-senador José Agripino Maia, dirigente estadual do União Brasil. Além disso, o pré-candidato a governador teve um diálogo com o deputado federal João Maia, dirigente do PP, que indicou a esposa, Shirley Targino, como secretária de Assistência Social na Prefeitura de Mossoró. O anúncio oficial foi feito ontem por Allyson. O prefeito planeja ainda sentar com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, do União Brasil, que é defensor abertamente da chapa Rogério Marinho (Governo) e Styvenson Valentim (Senado).
UNIÃO BRASIL
Na entrevista que concedeu à 96 FM de Natal, Allyson Bezerra não mostrou interesse em deixar o União. “Um local em que a gente está bem, que gosta de ficar, gosta de transitar, a gente só sai quando é mandado embora. Então, não tenho nenhuma pretensão de sair do União Brasil”, disse Allyson, que agradeceu aos partidos que o convidaram para concorrer a governador, dando garantias da legenda.
ELO
O prefeito Paulinho Freire é considerado um “elo” importante para juntar a oposição ao Governo Fátima Bezerra. “Paulinho tem a liderança do ponto de vista político no União Brasil, porque é prefeito da capital. Acredito que as decisões políticas diretamente para 2026, do União Brasil, vão passar por Paulinho, que tem uma posição política determinante dentro do partido”, comentou Allyson, frisando uma “ligação muito forte” entre Paulinho e José Agripino.
CABELOS
Líder da oposição no Senado Federal, o potiguar Rogério Marinho (PL) vai estrear com nova cabeleira. Semana passada, o pré-candidato a governador foi submetido a um procedimento cirúrgico em São Paulo. Careca há anos, ele decidiu fazer um transplante capilar. Por esse motivo, não foi à Av. Paulista no domingo, para a mobilização feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
DENÚNCIO
O senador Styvenson Valentim (PSDB) fez uma denúncia grave em live no Instagram. Ele acusou que há um “cheirinho de corrupção” no caso do aluguel de Chromebooks pelo Governo Fátima Bezerra. Styvenson alertou que o Estado comprou os mesmos aparelhos, à mesma empresa, por meio de emenda parlamentar, para alunos da escola estadual Maria Ilka, localizada no Bom Pastor. O valor pago para a compra dos chromebooks foi de R$ 1,5 mil por cada aparelho. Anos depois, a mesma empresa está alugando esses aparelhos pelo valor de R$ 2,3 mil ao Governo. Por três anos.
CHAFURDO POLÍTICO
Coube ao do secretário Daniel Cabral (Comunicação) a defesa do Governo Fátima. “Li as duas decisões do TCU que suspenderam licitações do governo. O resumo: preciosismo. O TCU quer saber pq empresas foram eliminadas por não atenderem o edital. O estado está pagando o preço por ser exigente demais. Quem diria!!! E que bom. O resto é chafurdo da política”, frisou.