BUSCAR
BUSCAR

Diálogo pressupõe respeito recíproco

Confira o artigo de Anísio Marinho Neto nesta quarta-feira 15
Anísio Marinho Neto
15/10/2025 | 05:10

A Corregedoria-Geral do Ministério Público gestão 2025-2027 desde o seu início em abril, e assim permanecerá até a conclusão do seu mandato, tem atuado de forma altiva, independente, corajosa, transparente e sobretudo dialogando de forma respeitosa e reciprocamente com todos membros da Instituição, os órgãos da Administração Superior do Ministério Público, os magistrados, os advogados, os servidores do Ministério Público, bem assim com todos os cidadãos que lhe procuram.

Prova insofismável é que a edição dos seus 03 (três) Projetos, até agora lançados, “Diálogo que Previne”, “Sua Saúde Importa” e ‘Selo de Comparecimento”, tem como marca a empatia, a responsabilidade, a solidariedade, o compromisso social, o interesse público, a ética e a legalidade. Neste diapasão entende que diálogo, pressupõe respeito recíproco. A primeira coisa que alguém que deseja manter um diálogo com o outro, deve ser o de se portar com o máximo de sentimento de respeito pelo outro e que deve sempre permear amabilidade durante todo o encontro e a posteriori.

Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) - Foto: José Aldenir - Agora RN
Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) - Foto: José Aldenir - Agora RN

Não há outra forma mais salutar para se lidar com os conflitos, do que o diálogo recíproco respeitoso. Tendo este como uma forma de comunicação aberta, honesta e sobretudo transparente, para uma exata compreensão da opinião do outro e a busca de uma solução mutuamente satisfatória. O diálogo tem que ser racional, buscando resolutividade e sempre com o desejo de contornar disputas ou divergências. Não se dialoga com soberba, narcisismo, falta de empatia ou tentando de alguma forma manipular o outro, ou até mesmo impingindo condições de submissão, de modo a querer pautar sua opinião como a prevalente.

O diálogo franco, produtivo, sem fake news, é aquele em que as partes se permitem uma escuta ativa sem ruídos e interrupções, demonstrando interesse legítimo a um comportamento aberto, sem prejulgar e jamais com concepções preconceituosas, de modo que os pontos de vista ainda que em conflito sejam expressos de forma franca, clara, com objetividade e com respeito recíproco. A distância não separa as pessoas, o que as distancia é a frieza, a falta de atenção, a indiferença, o tanto faz e sobretudo a ausência de diálogo respeitoso recíproco.

A fruição do diálogo vai exigir perguntas e respostas diretas e meridianas, dentro de um exame racional e dedutivo, com troca de argumentações consensuais ou dissonantes, de modo a permitir que cada um possa escapar da individualidade de sua opinião e buscar a verdade construída, como forma de libertação e afirmação do conhecimento.

É o que nos ensina Sidney Oliveira ao afirmar que “diálogo não é um monólogo de várias bocas que se reúnem em grupo para falar, cada qual, ao vento ou ao próprio umbigo”. Ou na lição de Lya Luft quando afirma “a natureza pede diálogo e afeto”, e no dizer de Ruiz Zafón quando nos alerta que é “impossível estabelecer um diálogo racional com quem não adquiriu seus conceitos pela razão”.