BUSCAR
BUSCAR
Musculação

Saiba qual é o tempo ideal de musculação para reduzir mortes

Pesquisa com mais de 147 mil pessoas indica que 90 a 120 minutos semanais de treinamento de força estão associados à redução do risco de morte precoce
Por O Correio de Hoje
05/06/2026 | 12:41

Os benefícios da musculação para a saúde já são amplamente reconhecidos pela comunidade científica. O treinamento de força contribui para o ganho de massa muscular, melhora a capacidade funcional, ajuda no controle do peso e reduz o risco de diversas doenças crônicas.

Agora, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard procurou responder uma pergunta frequente entre praticantes e profissionais da área: qual é a quantidade ideal de musculação para promover ganhos significativos em longevidade?

musculacao
Estudo de Harvard aponta tempo ideal de musculação para aumentar a longevidade - Foto: Freepik

A resposta foi publicada no periódico científico British Journal of Sports Medicine. Após analisar dados coletados ao longo de três décadas, os pesquisadores concluíram que a prática de 90 a 120 minutos semanais de treinamento de força está associada às maiores reduções no risco de morte por diferentes causas.

Segundo os resultados, indivíduos que mantinham esse volume semanal de exercícios apresentaram, em média, um risco 13% menor de morte precoce quando comparados àqueles que não realizavam esse tipo de atividade física.

Os benefícios se tornaram ainda mais expressivos quando o treinamento de força foi associado a exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação. Nesses casos, a redução do risco de morte chegou a atingir 58%.

Para chegar às conclusões, os cientistas utilizaram informações provenientes de três grandes coortes, grupos populacionais acompanhados por longos períodos para avaliação de fatores relacionados à saúde.

Ao todo, 147.374 pessoas participaram da análise. Os voluntários responderam questionários a cada dois anos informando quanto tempo dedicavam semanalmente à musculação e aos exercícios aeróbicos.

No levantamento, foram considerados como atividades aeróbicas exercícios como caminhada acelerada, corrida, trote, ciclismo, natação, tênis, squash, subir escadas e trabalhos físicos pesados realizados ao ar livre.

Já o treinamento de força incluía tanto exercícios realizados com pesos quanto atividades utilizando o próprio peso corporal, como flexões, agachamentos e exercícios tradicionais de musculação.

A idade média dos participantes no início da pesquisa era de 54 anos.

Os pesquisadores observaram algumas características comuns entre as pessoas que realizavam mais treinamento de força. Em geral, esses participantes eram mais jovens, apresentavam menor peso corporal, mantinham hábitos de vida considerados mais saudáveis e também praticavam mais exercícios aeróbicos.

Ao longo dos 30 anos de acompanhamento, foram registrados 35.798 óbitos entre os integrantes das três coortes analisadas.

Com base nesses dados, os cientistas cruzaram os níveis de atividade física relatados pelos participantes com os registros de mortalidade para avaliar possíveis associações entre a prática de musculação e a longevidade.

Após ajustes estatísticos para eliminar a influência de outros fatores que poderiam interferir nos resultados, os pesquisadores identificaram uma associação consistente entre a prática regular de musculação e a redução do risco de morte.

O grupo que realizava entre 90 e 119 minutos semanais de treinamento de força apresentou um risco 13% menor de morte por qualquer causa.

Entre os praticantes desse volume semanal de exercícios, foi observada uma redução de 19% no risco de morte por doenças cardiovasculares, principal causa de óbitos em diversas regiões do mundo.

Além disso, a pesquisa identificou uma diminuição de 27% no risco de morte por doenças neurológicas entre aqueles que mantinham essa frequência de treinamento.