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Semaglutida

Brasil terá primeira caneta de semaglutida após fim da patente a partir de R$ 287

Medicamento Ozivy, da EMS, começa a ser vendido em junho com preço inferior ao de produtos similares e produção nacional em larga escala
Por O Correio de Hoje
03/06/2026 | 12:19

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil após o encerramento da patente da molécula no país começará a ser comercializada ainda neste mês. Batizado de Ozivy, o medicamento desenvolvido pela farmacêutica EMS recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos e chega ao mercado com a promessa de ampliar o acesso a uma terapia que, atualmente, custa cerca de R$ 1 mil por mês.

As vendas terão início em 15 de junho. O tratamento com as doses iniciais de 0,25 mg e 0,5 mg terá preço de R$ 452 por mês, enquanto a apresentação de 1 mg será vendida por R$ 497. A empresa, porém, anunciou condições diferenciadas para pacientes que aderirem ao Programa Vida + Leve, do EMS Saúde. Nessa modalidade, os três primeiros meses de tratamento custarão R$ 861 no total, o equivalente a R$ 287 por mês.

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Farmacêutica EMS iniciará em 15 de junho a venda do Ozivy, primeira caneta brasileira - Foto: Reprodução

O lançamento ocorre poucos meses após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, em março deste ano. A substância é a mesma utilizada em medicamentos amplamente conhecidos no mercado, como o Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e o Wegovy, utilizado no tratamento da obesidade.

Segundo a EMS, o Ozivy será comercializado em embalagens contendo uma ou duas canetas. Na fase inicial de distribuição, mais de 500 mil unidades estarão disponíveis nas principais redes farmacêuticas do país. A empresa prevê uma expansão gradual da oferta para todo o território nacional.

Em nota, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que a chegada do produto representa um passo para ampliar o acesso aos tratamentos baseados em semaglutida. Segundo ele, o objetivo é “ampliar o acesso da população a terapias modernas, produzidas com os mais elevados padrões de qualidade e segurança”.

A produção do medicamento ocorre em Hortolândia, no interior de São Paulo. De acordo com a farmacêutica, a unidade possui capacidade para fabricar até 40 milhões de canetas por ano. A estrutura integra a plataforma de peptídeos da empresa, utilizada também na fabricação dos medicamentos Olire e Lirux, ambos à base de liraglutida.

A EMS informou que os investimentos destinados à implantação dessa plataforma industrial ultrapassaram R$ 1,2 bilhão. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar a produção nacional de medicamentos voltados ao tratamento de doenças metabólicas.

A indicação aprovada pela Anvisa prevê o uso do Ozivy no tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com dieta e prática de exercícios físicos. Assim como o Ozempic, o medicamento é administrado por meio de aplicação semanal.

Uma das diferenças entre os dois produtos está relacionada ao armazenamento. O Ozivy deve permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C antes e depois do início do uso. Já o Ozempic exige refrigeração apenas antes da primeira aplicação, podendo ser mantido em temperatura ambiente de até 30°C por até seis semanas após aberto.

Além de ser a primeira caneta nacional de semaglutida lançada após o fim da patente da molécula, o Ozivy também se torna a primeira versão sintética da substância autorizada para venda no Brasil. Os produtos originais desenvolvidos pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk — Ozempic e Wegovy — possuem origem biológica.