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Longevidade

Hábitos na meia-idade influenciam a longevidade e a qualidade de vida

Especialistas recomendam mudanças na rotina entre os 40 e os 60 anos para reduzir o risco de doenças crônicas e favorecer um envelhecimento saudável
Por O Correio de Hoje
10/08/2026 | 14:37

A forma como uma pessoa cuida do corpo e do cérebro entre os 40 e os 60 anos pode influenciar como será o envelhecimento nas décadas seguintes. Segundo especialistas, é na meia-idade que começam a surgir fatores relacionados ao desenvolvimento de doenças como problemas cardiovasculares, diabetes, câncer e demência, tornando esse período importante para adotar medidas de prevenção.

“A meia-idade é o momento ideal para fazer mudanças, não só para beneficiar você no presente, mas também no futuro”, afirma Margie Lachman, professora de psicologia da Universidade Brandeis.

Mulher idosa usa fones de ouvido enquanto está sentada à beira-mar
Exercícios, alimentação certa e prevenção podem ajudar a preservar a saúde - Foto: magnific

Entre as recomendações está a inclusão de exercícios que melhorem a capacidade cardiorrespiratória, considerada um dos principais indicadores de longevidade. Uma das opções é o treinamento intervalado, que alterna momentos de maior intensidade com períodos de descanso. Segundo especialistas, esse tipo de atividade pode ser incorporado algumas vezes por semana para melhorar o condicionamento físico.

A prática de musculação também tem papel importante no envelhecimento saudável. Pesquisas indicam que a força muscular está associada à maior longevidade e independência na velhice, enquanto a perda excessiva de massa muscular aumenta o risco de fragilidade. Mesmo para quem está começando, qualquer tipo de treinamento de força pode trazer benefícios, desde que os músculos sejam estimulados.

Além dos exercícios, manter uma rotina com mais movimento ao longo do dia também faz diferença. Usar escadas, caminhar em vez de dirigir quando possível e buscar atingir cerca de 7 mil passos diários são algumas formas de aumentar a atividade física cotidiana.

A alimentação também está entre os cuidados recomendados. O consumo de alimentos fermentados, como iogurte, kefir, kimchi, kombucha e chucrute, pode contribuir para a saúde do microbioma intestinal, que está relacionado ao sistema imunológico e ao controle da inflamação no organismo.

Outro ponto destacado pelos especialistas é a ingestão adequada de proteínas. Como a perda de massa muscular começa por volta dos 30 anos e se acelera após os 60, incluir fontes de proteína nas refeições, especialmente associadas ao treinamento de força, pode ajudar a preservar os músculos.

A saúde também envolve aspectos sociais e preventivos. Realizar atividades com amigos, como caminhadas ou tarefas do cotidiano, pode fortalecer as relações sociais, consideradas importantes para o bem-estar ao longo da vida. Além disso, conhecer o histórico de doenças crônicas da família ajuda a identificar riscos e conversar com profissionais de saúde sobre formas de acompanhamento.

A vacinação contra o herpes-zóster também aparece entre as medidas apontadas pelos especialistas. Estudos indicam uma possível relação entre a vacina e a redução do risco de demência, embora os mecanismos ainda estejam sendo investigados.

Outro cuidado fundamental é o sono. Dormir pouco está associado a problemas como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e demência. Por isso, especialistas recomendam criar uma rotina regular, com horários semelhantes para dormir e acordar, além de buscar condições que favoreçam um descanso adequado.

Segundo os especialistas, mudanças feitas durante a meia-idade não precisam envolver grandes transformações de uma só vez. A adoção gradual de hábitos saudáveis pode contribuir para manter a autonomia e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.