BUSCAR
BUSCAR
Opinião

Rogério Marinho e aliados observam repercussão das denúncias de Allyson, com interesse em polarizar com o PT

Confira a coluna de Opinião nesta quinta-feira 22
Opinião
22/05/2025 | 05:34

Políticos de Mossoró de todo o Estado observam a repercussão das denúncias contra a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União). Nesta quarta-feira, foi cumprida uma decisão da 1ª Vara Cível da Comarca de Mossoró, que determinou a remoção de todas as publicações jornalísticas que contenham trechos de áudios com a voz do empresário Francisco Erinaldo da Silva. O jornalista Bruno Barreto, que primeiro fez as postagens com o furo, também terá que se abster de divulgar novos conteúdos sobre a referida investigação.

Ainda cumprindo agenda na China, Allyson Bezerra não comentou a decisão da Justiça nem as postagens sobre as denúncias. Seus concorrentes ao Governo do Estado também estão em silêncio e acompanham os desdobramentos. O senador Rogério Marinho (PL) desembarca hoje no RN com foco na preparação da agenda que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fará no Estado no próximo mês.

Alisson e rogerio
Allyson e Rogério - Foto: Reprodução

Rogério acha que cresce caso Allyson Bezerra não renuncie em abril do próximo ano, para ficar apto à disputa para governador. Com isso, o senador do PL assumiria o protagonismo na estratégia de polarização com o PT local. Hoje, Allyson lidera todas as pesquisas. Inclusive, vence os seus concorrentes em Natal e na região Metropolitana.

OUTRO LADO

Além de mandar remove conteúdo e proibir novas informações sobre a investigação na gestão Allysson Bezerra, o juiz Edino Jales de Almeida Junior determinou que o Blog do Barreto reserve espaço proporcional para direito de resposta do prefeito, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

AGENDA

Nos últimos dias no Senado Federal, os gabinetes mais concorridos para receber prefeitos potiguares eram os de Styvenson Valentim (PSDB) e Rogério Marinho (PL). A dupla ouviu prefeitos comentarem as denúncias contra Allyson Bezerra. A percepção de Rogério só foi dada aos gestores mais fiéis.

CONVERSAS

O prefeito Paulinho Freire (União) participou da 26ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Também esteve na Câmara dos Deputados com o presidente da Casa, Hugo Motta, seu ex-colega de Parlamento e amigo. Também passou no gabinete do senador Rogério Marinho, com quem teve uma conversa demorada. Nas postagens, enfatizou que o foco foram ações para Natal. Mas falaram de política também. Paulinho ainda jantou com prefeitos potiguares e se encontrou com os deputados Benes Leocádio e Robinson Faria, que juntos vão integrar a federação União Brasil e PP.

CAERN

A Coluna Opinião confirmou com fontes que Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva, atual diretor de Empreendimentos, vai mesmo assumir a presidência da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), substituindo Roberto Sérgio Linhares, que está no cargo desde 2019. Sérgio Eduardo foi indicado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), e também pelo vice-governador Walter Alves (MDB).

CONTAS

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) discute as contas do primeiro ano (2019) do Governo Fátima Bezerra. O julgamento está suspenso em função do pedido de vistas do conselheiro George Soares, que não tem prazo imediato de apresentar nas próximas sessões. Em 2022, o ex-governador Robinson Faria teve desaprovadas as contas relativas a 2018, último ano da sua gestão. Até agora a Assembleia Legislativa não apreciou essas contas.

REPUBLICANOS

O ex-deputado Rafael Motta teve uma conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), que convidou o potiguar a ser candidato a federal pelo Republicanos. Nas redes sociais, Rafael chamou Hugo de “primo” e mostrou que saiu bastante contente da conversa. Rafael hoje vem conversando com outros pré-candidatos, como Kelps Lima, Carlos Eduardo Alves e Abraão Lincoln, este último do Republicanos.

VAIAS

O presidente Lula da Silva (PT) não saiu satisfeito da Marcha dos Prefeitos este ano. Ele foi vaiado três vezes durante o evento. A primeira vaia foi quando Lula subiu ao palco. A segunda durante o discurso, e a última no encerramento do evento.