Quando chega o mês de julho, muitas cidades da Região do Seridó do RN, e principalmente Caicó, se engalanam todas para reverenciar Nossa Senhora Sant’Ana. Os dados biográficos que chegam até nós sobre os genitores da Bem-aventurada Virgem Maria são legados pelo Protoevangelho de Tiago, obra citada em vários estudos dos religiosos da Igreja Oriental. Os escritos do século II, atestam que Ana era filha de Marthen da família do sacerdote Aarão e possuía duas outras irmãs. Ana casou-se com Joaquim que tinha sua linhagem da família do Rei Davi, sendo ambos muito jovens. Eles eram fazendeiros e possuíam grande rebanho de caprinos e bovinos. Ana e Joaquim, não conseguiam gerar filhos, e por decorrência tinham uma vida muito triste, e praticamente eram humilhados, tendo em vista que, na época, não gerar filhos, acreditava-se que sera uma punição divina, quase que sinônimo de inutilidade.
Ana e Joaquim se retiraram ao deserto para orar, onde permaneceram por cerca de quarenta dias em jejum e oração. Finalmente um anjo apareceu a Ana e outro surgiu a Joaquim, ainda no deserto, para anunciar-lhes que eles iriam ter um filho, que seria grande em Israel. O casal muito feliz com a boa nova, prometeu oferecê-lo ao Senhor do Templo. E assim, passado um longo período de esterilidade, Ana, aos 40 anos de idade, obteve de Deus a graça do nascimento de Maria. A fim de cumprir o voto que haviam feito, aos três anos levou a menina ao Templo, deixando-a ao serviço divino. Neste local, Maria foi educada, ficando aí até o tempo do noivado com José. Desta forma, o culto aos pais da Virgem Maria (Ana e Joaquim) como visto é bastante antigo, sobretudo entre os gregos. Tempos depois a a Santa Sé estendeu a sua festa para toda a Santa Igreja em 1582. Tal devoção espraiou-se por todo o Ocidente, com o seu ápice partir do século XVI. No início a comemoração ocorria em datas separadas, mas, depois de muitas mudanças, passaram a ser celebradas juntas, no dia 26 de julho.
A vida dos Santos representa valores cristãos e por isso nos atrai com forca irresistível. Os testemunhos de Sant’Ana e São Joaquim se distinguem por um profundo amor, traduzido em gestos concretos em favor do seus semelhantes. Hodiernamente se traduz um grande sentido para nossas famílias o conservar e respeitar seus membros mais velhos. E para a sociedade, fica o dever de lutar pelos direitos dos idosos, que deram o melhor de sua vida em nosso favor. Eles hoje necessitam de amparo, respeito e carinho. O respeito e o amor aos pais e avós são mandamentos do amor maior de e Deus, e são igualmente garantia de felicidade para filhos, netos e amigos. Devido sua história, Sant’Ana é protetora das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos, também é considerada a padroeira das costureiras e dos caseiros. Portanto, devemos pedir sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo, por intercessão de Senhora Sant’Ana, todas as graças de Deus, para que os pais vivam a santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho, para que os filhos cresçam em sabedoria, graça e santidade, e encontrem a vocação a que Deus os chamou. Sant’Ana e São Joaquim roguem por nós!