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Atualidades

Uma obra “Tabajara” saindo do limbo da incompetência

Confira a coluna de Crispiniano Neto desta terça-feira 9
Crispiniano Neto
09/04/2024 | 07:54

Como diria a música, “Assim se passaram dez anos”, e a Reta Tabajara, que já era um gargalo para quem, vindo do Seridó e do Oeste, se aproximava de Natal, transformou-se num inferno a prestações com vários pontos de estrangulamento causados por um fatiamento na incompetência da paralisação de trechos dos vários contratos mal administrados e mal pagos, nos contratos do “conjunto da obra”.

O governo Dilma, que começou a obra, foi bombardeado pelas pautas bombas e se perdeu na poeira da estrada desgraçadamente interrompida em vários trechos. Primeiro, encheu-se de quebra-molas que só conseguiam piorar drasticamente o que já era péssimo e diminuir o ritmo de um trânsito que não fluía e que, justamente por isto, reclamava a duplicação.

Uma obra “Tabajara” saindo do limbo da incompetência - Agora RN
Reta Tabajara - Foto: Pedro Vitorino

Assim, a Reta Tabajara inscreveu-se no rol da incompetência das obras paralisadas, uma das maiores pragas da gestão pública brasileira.

O governo Temer se foi sem dizer a que veio.

Jair Bolsonaro entrou e, com ele, os ministros potiguares, com Rogério Marinho no Desenvolvimento Regional querendo mostrar serviço em função do seu projeto pessoal de sair de uma derrota para deputado federal, num salto gigantesco, para alcançar uma vaga no céu da política brasileira, o Senado. E haja recomeços e visitas à obra e vídeos de bolsonaristas fanáticos mostrando que finalmente se chegaria aos “finalmentes” … Que, por fim se estava fazendo no Brasil, estrada de primeiro mundo, com uma base de 30 centímetros de concreto antes da camada asfáltica, ignorando, por desconhecimento e desonestidade, que aquilo já tinha sido feito por Lula na BR-101 e em várias outras estradas. E que o projeto tinha sido deixado pronto por ele e a obra iniciada por Dilma, que também é do PT.


A Reta Tabajara foi apenas uma das 14 mil obras paralisadas que o desgoverno Bolsonaro legou ao sucessor, assim como é uma das 6 mil que Lula retomou em um ano de gestão.


Por estas bandas, somos especialistas em obras abandonadas, como a Alcanorte está há quase 60 anos esperando a morte chegar e a Barragem de Santa Cruz esteve por um século.


Lula conhece bem este metier, pois foi ele quem soprou a poeira de um século e meio do projeto de transposição das águas do São Francisco, deixado por Dom Pedro II e José Bonifácio de Andrada e Silva.
A duplicação da Reta Tabajara é uma das três grande obras que Lula prometeu a Fátima Bezerra no conjunto de 81 empreendimentos, três por Estado para o Brasil, sair do marasmo bolsonarista. Vêm por aí mais 222 obras no PAC renovado.


Lula estará por aqui, em maio inaugurando a duplicação da Reta Tabajara… Para que ela deixe de ser o “projeto tabajara” em que Bolsonaro a havia transformado.

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