Elon Musk, um bilionário dono da rede social X, virou o defensor da liberdade de expressão da extrema direita após fazer diversos ataques contra a Justiça brasileira, na pessoa de Alexandre de Moraes. Segundo Musk, não há democracia no Brasil. Qual a prova que apresenta? E-mails da sua própria empresa em uma comunicação manipulada digna de chacota e só aceita por quem quer alimentar realidade paralela. O bufão ainda chamou de “Twitter Files” para mimetizar suposta investigação séria. Cabe rir para não chorar.
Famoso por ter excluído contas de seus críticos em sua rede social sem qualquer condenação judicial, o ricaço é aliado de sauditas e chineses. E aí, ao que tudo indica, não há nenhum problema também fazer parte de uma rede extremista internacional. Daí a aproximação inclusive de Jair Bolsonaro, com direito a muitos contratos públicos no Brasil.

O que o radical em questão parece não ter entendido é que o nosso país é uma nação soberana e regido por leis. E mais: que não faz sentido confundir liberdade com a possibilidade de organizar golpe contra a democracia. Os seus protetores quiseram acabar com o regime democrático por aqui e, ora, nossa legislação não protege esse tipo de prática.
Mas não há farsa que não seja rapidamente demonstrada. O palavrório oco de Musk serviu meramente para dizer: olha, o Brasil caminha para uma ditadura e, se nós não elegermos Donald Trump nos EUA, iremos terminar como eles.
O fato é que o dito cujo não passa de um menino mimado – aquele que perde o jogo, pega a bola e sobe para chorar no colo da avó mufino.
Álvaro Dias faz do erro do passado um acerto no presente
O prefeito de Natal, Álvaro Dias, perdeu o prazo prático para lançar uma candidatura de seu próprio grupo em Natal e agora surfa na própria indecisão. Ele vem sistematicamente alimentando uma indefinição, pois, deste modo, consegue extrair ganhos políticos em torno de todos os demais partidos a partir da perspectiva de cessão de seu passe. Seu apoio é disputado por Paulinho Freire, do União Brasil, por Carlos Eduardo, do PSD, e já foi objeto de cobiça do então PSB de Rafael Motta. Nessa brincadeira, já extraiu a partir disso contatos em Brasília para os seus pleitos do UB, do PL, do PSD e do antigo partido de Motta. Dias fez de sua mortal demora em preparar um candidato de seu estafe próprio um trunfo e está utilizando todos os possíveis apoiados como cabos políticos de seus pleitos no RN e em Brasília.