O líder do governo na Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente (PSDB), afirmou que a capital potiguar deixou para trás um período de colapso recorrente no sistema de drenagem ao comparar a situação atual com anos anteriores, quando cerca de 14 a 15 lagoas de captação operavam em condição crítica. “Antigamente tinha 14, 15 lagoas e era um caos”, disse. A declaração foi feita após episódios recentes de chuva intensa em Natal e durante manifestação de solidariedade às vítimas das enchentes no Recife, onde o volume chegou próximo de 300 milímetros em curto intervalo. “A quantidade de chuva que caiu em Recife não tem condições uma cidade daquela suportar”, afirmou.
Em Natal, o acumulado de abril de 2026 ultrapassou 375 milímetros, mais que o dobro da média histórica, com registros acima de 120 milímetros em 24 horas. Mesmo assim, Aldo disse que não houve repetição do quadro antigo de transbordamentos generalizados. “Teve agora uma chuva e não tivemos uma lagoa transbordando”, afirmou. Ele atribuiu a diferença às ações da gestão do prefeito Paulinho Freire, citando limpeza contínua da drenagem. “Toneladas de lixo são retiradas diariamente das ruas e dos bueiros”, declarou.

O vereador reconheceu que ainda existem pontos críticos e que as soluções dependem de planejamento e orçamento. Ao usar Recife como referência, reforçou que eventos extremos não podem ser evitados, mas defendeu que Natal passou a responder melhor a esse tipo de situação.
Raquel pode disputar Prefeitura de Macaíba
O deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) admitiu que a vice-prefeita de Macaíba, Raquel Rodrigues, sua esposa, tem o desejo de disputar a Prefeitura, mas evitou tratar o movimento como definido dentro do grupo político. Segundo ele, o projeto passa por avaliação pessoal e também por circunstâncias maiores. “É inegável dizer que ela não tem esse sonho, porque ela cresceu e viveu em Macaíba”, afirmou. Kleber disse que a decisão não está fechada e que o casal adota uma postura de cautela. “Ela, como eu, entrega o sonho a Deus. Se for da vontade dele, vai ser. Se não for, não vai ser”, declarou. O deputado ressaltou que não trabalha com obsessão política e que prefere aguardar o tempo das articulações. Raquel atualmente ocupa a vice-prefeitura na gestão de Emídio Júnior, que foi reeleito e mantém forte influência na política local.
Nina critica uso político de sindicatos
A vereadora Nina Souza (PL) criticou o que classificou como uso político de sindicatos durante pronunciamento na Câmara Municipal de Natal, ao defender que as entidades devem atuar de forma independente e voltadas exclusivamente à defesa dos trabalhadores. Segundo ela, há uma distorção no papel dessas organizações, que em alguns casos estariam mais alinhadas a interesses partidários do que às demandas reais das categorias. “Os sindicatos precisam ser apartidários. Eles existem para defender o trabalhador, não para servir de instrumento político”, afirmou.
Nina também reagiu a críticas direcionadas ao Legislativo e negou que vereadores atuem contra servidores públicos. “Vereador nenhum vota contra servidor. Essa narrativa não corresponde à realidade”, disse, ao sustentar que as decisões da Câmara seguem critérios institucionais e de interesse público. A fala ocorre em meio a episódios recentes de tensão entre parlamentares e representantes sindicais na capital.
Durante o pronunciamento, a vereadora ainda manifestou solidariedade ao colega Subtenente Eliabe (PL), após episódio envolvendo protestos e críticas durante sessão. Para Nina, o debate precisa manter limites. “A gente pode divergir, mas não pode transformar o espaço institucional em palanque político de confronto”, afirmou.
Largatixa combate submissão feminina em discurso religioso
A vereadora Anne Largatixa (PL) criticou o que classificou como submissão feminina sustentada por interpretações religiosas durante pronunciamento na Câmara Municipal. A fala partiu de referência a declarações feitas por Helena Raquel no congresso dos Gideões e levou a parlamentar a defender uma mudança de postura dentro das igrejas diante da violência contra mulheres. Segundo Anne, o problema não está na fé, mas na forma como ela vem sendo usada em alguns casos. “Não podemos aceitar essa submissão feminina baseada em interpretação religiosa distorcida”, afirmou.
A vereadora disse que o silêncio dentro dos lares e das próprias comunidades religiosas contribui para a continuidade dos abusos. “Quando a mulher se cala, o agressor se fortalece”, declarou. Para ela, líderes religiosos precisam assumir papel mais ativo, orientando e acolhendo vítimas, em vez de reforçar comportamentos que mantêm mulheres em situação de sofrimento.