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Informe do Correio

IA nas eleições terá tolerância zero

Confira os destaques da Coluna Informe do Correio, publicada na edição de O Correio de Hoje desta sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por O Correio de Hoje
10/04/2026 | 16:17

A seis meses das eleições de 2026, o uso de inteligência artificial nas campanhas já é tratado como o principal desafio do processo eleitoral, com regras rígidas definidas pela Justiça Eleitoral para evitar abusos e distorções na disputa.

Em entrevista à TV Tropical, o advogado eleitoral Cristiano Barros destacou que a tecnologia inaugura um cenário inédito e exige atenção redobrada de candidatos, eleitores e operadores do direito. “Essa é a grande novidade, todos falam que essa é a grande novidade dessas eleições. E essa é uma novidade até para nós, advogados, certamente para muitos dos que assistem esse programa, que é um tema muito novo, inteligência artificial, e todo dia surgem ferramentas novas”, afirmou.

Informe do Correio

Segundo ele, o principal eixo das regras estabelecidas é a transparência no uso da tecnologia. “O que a Justiça Eleitoral definiu é que deve haver uma absoluta transparência no uso da inteligência artificial, e ela deve ser utilizada sempre com um viés de positividade”, disse.

O advogado ressaltou que a ferramenta não pode ser utilizada como instrumento de ataque político. “Não deve ser para denegrir ou para manchar a imagem do adversário”, pontuou.

Ainda de acordo com Cristiano Barros, qualquer conteúdo produzido com inteligência artificial deverá ser identificado de forma clara ao público e aos órgãos de controle. “Então o político que usa a inteligência na propaganda eleitoral, ele deve rotular, declarar, usar uma transparência à Justiça Eleitoral e ao eleitor que ele está usando naquela propaganda tal inteligência para produzir tal efeito”, explicou.

A preocupação da Justiça Eleitoral, segundo ele, está especialmente ligada à dificuldade de controle em determinados ambientes digitais. “E é preocupado com os efeitos, especialmente do incontrolável, da deep web, daquilo que não se fiscaliza com facilidade”, afirmou.

Como medida preventiva, foram estabelecidas restrições em período sensível da eleição. “A Justiça Eleitoral proibiu 72 horas antes das eleições e 24 horas depois o uso completo e total de qualquer tecnologia de inteligência artificial, especialmente nas redes sociais”, concluiu.

O tema deve ganhar ainda mais relevância ao longo da pré-campanha e da campanha oficial, à medida que o uso de ferramentas digitais se intensifica no ambiente político.

Jornada de trabalho menor

O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, posicionando-se a favor da redução da jornada como medida de valorização do trabalhador. Ele afirma que o modelo atual impõe desgaste excessivo à população que trabalha diariamente e que a mudança permitiria mais dignidade e melhor qualidade de vida.

Segundo Cadu, o fim da escala representaria não apenas uma alteração na rotina laboral, mas uma transformação na relação entre trabalho e vida pessoal. Ele destaca que a proposta garantiria mais tempo para convivência familiar, reforçando a necessidade de equilíbrio entre produção e bem-estar.

A defesa da medida também é vinculada diretamente ao governo federal. O pré-candidato associa a pauta à agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicando alinhamento político com a proposta em discussão no Congresso Nacional.

No posicionamento, Cadu Xavier afirma que a escolha é clara ao se colocar ao lado do que define como “povo batalhador”, enfatizando que a mudança na jornada seria uma forma de respeito a quem sustenta a economia com o trabalho diário.

Crítica dura ao PT

O senador Rogério Marinho (PL) fez críticas diretas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT. Ele afirma que a gestão federal tem ampliado gastos públicos, criado novos impostos e elevado o endividamento do país.

Segundo o parlamentar, esse modelo de condução econômica seria recorrente. Ele classificou a prática como parte do “DNA do PT”, associando a política fiscal do governo a uma estratégia de manutenção de poder.

Na avaliação de Rogério Marinho, os efeitos dessas medidas recaem diretamente sobre a população. Ele sustenta que o custo dessas decisões é transferido ao contribuinte, destacando que “quem paga a conta é o trabalhador brasileiro”.

A declaração reforça o posicionamento crítico do senador em relação à política econômica do governo federal e ao impacto das medidas sobre a renda e o poder de compra da população.

Ação social

O deputado estadual Adjuto Dias (PL) divulgou a realização do Projeto PETECA, iniciativa social voltada ao atendimento de comunidades com oferta de serviços essenciais e atividades de lazer. A ação reúne atendimentos nas áreas de saúde e cidadania, além de programação voltada ao público infantil, com foco em inclusão e bem-estar.

O evento está marcado para o dia 11 de abril, a partir das 8h, na Escola João Paulo II. A participação é aberta ao público e gratuita, permitindo o acesso de moradores da região a serviços básicos e atividades educativas e recreativas.

Segundo o parlamentar, o projeto busca atender diretamente a população que mais precisa, levando estrutura e ações que impactam o cotidiano das famílias. A iniciativa também envolve parceria com lideranças locais e profissionais que atuam nas áreas de atendimento oferecidas.