Os pais devem sempre criar os filhos com muito carinho, tendo em vista que cada ser humano tem sua personalidade, o seu eu intelectual, e é por isso que Deus nos chama pelo nome, porque Ele nos conhece antes mesmo de nos tomarmos ciência de quem somos. Até porque somos a imagem e semelhança Dele. Cristo significa “Deus salva”. Assim é que devemos fazer sempre pelo nosso irmão e jamais esperar que o outro faça por nós. Exercitemos bastante o ser e não o ter.
Devemos permitir sermos tocados pelo amor de Deus. Todas as vezes que somos vítimas de injustiças, pensemos nesta pessoa que nos fez algo de negativo e exercitemos o perdão. Devemos ser capazes de amarmos uns aos outros nas dimensões intelectual, espiritual, social, afetiva e familiar. Releguemos o prazer imperial do consumismo, do individualismo e do relativismo. Buscamos a felicidade que é um caminho e não um destino. Para sermos felizes na vida conjugal e familiar devemos exercitar todos os nossos sentidos, tendo uma vida psicológica e sentimental com uma base forte na fé e no amor que nutrimos por Jesus Cristo.

Para superarmos as crises das nossas vidas só há um caminho, àquele que leva a Jesus, por decisão do nosso livre arbítrio, vivendo na família, conhecendo os Seus ensinamentos e a Sua Religião, com total prática dos valores Cristãos, além de participarmos da vida da Igreja, em estado permanente de oração e vigilância. Assim cuidar dos filhos, que Deus nos concedeu, com amor, carinho, afeto, partilha, proteção, diálogo e superação, sendo para eles um exemplo vivo de testemunho da fé.
Sabemos que os pais de hoje, sentem muita dificuldade em reconhecerem que seus filhos cresceram, portanto devem conversar com seus filhos, sobretudo desde a infância, demonstrando todo o carinho e afeto que sentem por eles. Importante também que os pais compreendam a importância dos amigos de seus filhos na vida deles, e, sobretudo, reconheçam seus erros, pedindo desculpas a eles, quando for o caso.
É verdade que hoje nos dias que correm, vamos encontrar em muitas famílias, a alegação da falta de tempo em comum, a pregação da mentira, a falta de limites e uma profunda diferença de estilo de vida, devido à época e os valores serem diferentes. Porém, será preciso que reconheçam e busquem um ideal de convivência familiar, estabelecendo confiança, sempre com a verdade e uma abertura baseada no respeito mútuo, sabendo ouvir e falar, sem rusgas ou críticas desmotivadoras, evitando assim o distanciamento, sem, contudo, deixar de lado a hierarquia.
E sobretudo, os pais respeitarem a privacidade dos filhos e suas escolhas, acompanhando todas as fases de seu crescimento, sem jamais fazer comparações entre eles, pois são filhos diferentes.