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Coluna

Tendência de segundo turno na disputa em Natal

Confira a coluna de Daniel Menezes desta sexta-feira 31
Daniel Menezes
31/05/2024 | 07:43

Pesquisa Seta divulgada pelo Blog do BG na última quarta-feira 29 apresenta tendência de segundo turno em Natal. A situação levantada já se encontra na margem de erro.

Conforme previsto por este colunista, Rafael Motta (Avante) desapareceu. Quem imaginou que ele representaria o que fez em 2022, alcançando dois dígitos na capital, errou no prognóstico. Rafael tenta se distanciar da esquerda, atacando o PT e Natália Bonavides. Só que sua participação em 2022, procurando ser o senador do presidente Lula (PT), está viva na memória. A sua reconversão ideológica não terá efeito concreto agora.

Paulinho Freire e Carlos Eduardo. Foto: Reprodução
Paulinho Freire e Carlos Eduardo. Foto: Reprodução

Paulinho Freire (União Brasil), de acordo com o que fora também pressuposto por este analista, passa Natália Bonavides de maneira numérica (ainda na margem de erro). A tendência é ele se distanciar mais da deputada federal na corrida pela prefeitura. Sim, o apoio do prefeito Álvaro Dias (Republicanos) pesa e faz efeito.

A questão é que, caso polarize com o ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD), situação inevitável, a identificação com o próprio Álvaro Dias, que tem aprovação inferior à casa dos 40%, pode virar teto para Paulinho, pois o eleitor de Natal sinaliza que quer troca do grupo político que hoje comanda a prefeitura.

Carlos Eduardo segue favorito. Mas a tendência é ocorrer eleição de fato, ao contrário dos últimos pleitos locais na cidade, em que tudo se resolveu em primeiro turno.

Na pesquisa Seta em Natal, Carlos Eduardo somou 35,6% das intenções de voto, Paulinho Freire assumiu o segundo lugar com 17% e Natália Bonavides ficou com 13%, seguida por Rafael Motta, com 4,6%. A pesquisa foi realizada entre 23 e 24 de maio, com 800 entrevistas. A margem de erro é de 4 pp. e está registrada no TSE com o número: RN 04926/2024.

Outra hipótese

Ainda há outra hipótese a ser levada em conta para a capital potiguar. É possível que o eleitor de Natália Bonavides faça voto útil já no primeiro turno e o pleito se resolva numa disputa de “segundo turno” antecipada.

Agenda impopular

O Governo Lula vem produzindo uma pauta impopular. Tivemos recentemente a aprovação do retorno do Dpvat, veto às saidinhas, resiliência dos preços em alguns alimentos em face também das enchentes no Rio Grande do Sul e, por fim, taxação das compras em sites internacionais. Ora, uma parte dessa agenda Lula não controla. Outra parte pode ser importante (sou a favor do retorno do Dpvat e da manutenção da chamada “saidinha”). Mas a questão aqui diz respeito à popularidade das propostas. Pesquisa recém-veiculada pelo PoderData, aplicada entre os dias 25 e 27 de maio, demonstra um empate técnico entre o aprova (45%) e o desaprova (47%) da gestão Lula.