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Daniel Menezes

Qual a força real do vereador na eleição para prefeito de Natal

Confira a coluna de Daniel Menezes desta quarta-feira 6
Daniel Menezes
06/03/2024 | 07:39

Há uma grande e legítima cobertura sobre como os vereadores irão se posicionar no pleito municipal em Natal. Mas cabe ponderar: eles não são, nem de longe, determinantes na disputa majoritária. O vereador empresta capilaridade, e apoio nunca é ruim, claro. Só que esta vinculação entre vereador e prefeito, votando de forma unificada, não é comportamento típico do eleitor. Ele separa. A capital do RN está lotada de exemplos.

O próprio Carlos Eduardo, que hoje lidera as pesquisas, já se tornou prefeito sem ter o apoio da maioria dos vereadores. Além do eleitor não estabelecer a vinculação, na prática, em seu comportamento estratégico, o candidato a uma cadeira no legislativo também não secundariza seu principal objetivo, que é obviamente se eleger, em prol de ajudar quem quer que seja. O vereador pode até circular material em conjunto com a imagem do postulante ao Executivo de seu grupo político, mas não irá afrontar o seu eleitor caso ele tenha um candidato a prefeito diferente.

Ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD). Foto: José Aldenir/Agora RN
Carlos Eduardo, que hoje lidera as pesquisas, já se tornou prefeito sem ter o apoio da maioria dos vereadores. Foto: José Aldenir / Agora RN

Trata-se de inclinação caracterizada entre postulações proporcionais em interação com as competições majoritárias em pleitos municipais, estaduais e federal.

O que pode acontecer é justamente o inverso. Sabendo que um determinado candidato tem muito força diante do eleitorado, o vereador em busca de renovação de mandato afirma que tem boa relação com o prefeitável de quem ele quer o voto, tudo para conquistar mais uma cabeça para a sua reeleição.

Agora vai

Em reação aos questionamentos e críticas que sofreu, a Federação do Comércio do RN alegou, entre outros pontos, que os preços das mercadorias irão cair no Estado principalmente a partir de fevereiro de 2024. Até janeiro de 2023, os produtos ainda circulavam com o ICMS de 20%. A partir do segundo mês do ano, sentiremos, com os novos estoques alicerçados na alíquota de 18%, o repasse da queda de 2 pontos percentuais do imposto. Em 2024, o RN apresentou a mesma taxa de inflação que os demais estados do Nordeste, todos com ICMS maior.