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Editorial

Chega de improviso

Confira o Editorial desta quarta-feira (06)
Agora RN
06/07/2022 | 10:26

Está mais do que na hora de os prefeitos das principais cidades do Estado agirem de maneira efetiva para pôr fim ao recorrente problema dos alagamentos. Chega de noticiar tantos transtornos e desastres toda vez que vem um pé d’água mais forte.

O morador da Grande Natal e de outras cidades urbanas importantes do Rio Grande do Norte não aguenta mais pagar tantos impostos e, na primeira chuva, ver seu patrimônio ir pelo ralo por falta de estrutura mínima nas ruas.
Todo ano, o problema é o mesmo e estoura sempre nos mesmos lugares. Os gestores acham que, quando a tempestade passa, nunca mais chover. Será que não é possível estabelecer um cronograma para dotar os pontos mais críticos de infraestrutura mínima para resistir às intempéries?

Chega de improviso
Foto: Eduardo Maia / ALRN

Não se ignora que as última chuvas foram incomuns. De fato, foi muita água. Choveu em horas o esperado para o mês inteiro. Mas, aqui, não se trata de volume de chuvas. Há pontos em Natal e região metropolitana que ficam problemáticos com a menor das chuvas.

Gestões passadas tiveram esse problema e falharam na proposta de soluções. A cidade de Natal e o seu entorno não dispõem de sistemas eficientes de drenagem. O caminho adotado é sempre o paliativo e o da reconstrução – mais caro, diga-se de passagem, fora o trauma para quem perdeu tudo e o transtorno para a cidade.

Natal e região precisam urgentemente de um amplo programa para melhorar não só os equipamentos de drenagem, mas também para dotar as lagoas de captação de mais estrutura para comportar altos volumes. É preciso também ter atenção especial para com as áreas de risco. Natal tem vários pontos de vulnerabilidade. É preciso agir enquanto é tempo para evitar que a próxima tragédia seja com os nossos vizinhos de Mãe Luíza ou do Jacó, por exemplo.

Quando a chuva passar, cabe aos gestores arregaçar as mangas e unir esforços para que, no próximo Inverno, o caos seja menor. É preciso montar uma articulação suprapartidária e intermunicipal para atacar este problema. Este processo bem que poderia ser liderado por Álvaro Dias, prefeito da maior cidade do Estado e que tem poder de mobilização. A governadora Fátima Bezerra, que manifestou boa vontade em ajudar, também pode ser uma agente importante neste processo.

O que se espera dos gestores é que, ao passarem pelo poder, deixem um legado de realizações, de obras importantes que melhorem a vida da população. É para isso que existe administração e porque pagamos impostos.

A Álvaro Dias, resta metade de um mandato. Que o prefeito tenha se sensibilizado com a situação provocada pelas chuvas e aja para mudar a realidade. Sob pena de ficar marcado como mais um que passou e só contribuiu para que o problema crônicos dos alagamentos persistisse.

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