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Covid-19: Israel se prepara para possível aplicação de quarta dose da vacina
País já imunizou até agora cerca de 2,8 milhões de pessoas com a terceira dose; campanha de reforço começou em agosto
O Globo
13/09/2021 | 13:59

Israel está se preparando para garantir que haja fornecimento de vacina suficiente caso uma quarta rodada de vacinas de Covid-19 seja necessária, disse a principal autoridade de saúde do país neste domingo, o Diretor Geral do Ministério da Saúde, Nachman Ash.

— Não sabemos quando isso vai acontecer. Espero muito que não seja dentro de seis meses, como agora, e que a terceira dose dure mais tempo — disse Ash em entrevista à Rádio 103FM, uma emissora israelense.

Israel, que usou principalmente a vacina Pfizer/BioNTech, imunizou até agora cerca de 2,8 milhões de pessoas com a terceira dose depois de iniciar uma campanha para administrar vacinas de reforço em agosto. Autoridades de saúde disseram que os efeitos das doses iniciais do imunizante contra a Covid-19 enfraquecem cinco meses após a inoculação, tornando necessários reforços.

Os EUA e o Reino Unido planejam começar a oferecer doses de reforço no final deste mês, enquanto a Europa também está considerando a terceira dose. Isso ocorre no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) implora por uma suspensão para as terceiras doses. O Diretor-Geral Tedros Adhanom Ghebreyesus disse na semana passada que os governos deveriam esperar pelo menos até o final deste ano para que os países mais pobres possam ter melhor acesso às vacinas.

Além daqueles que receberam reforços, cerca de outros 2,7 milhões dos 7 milhões de israelenses elegíveis tomaram a segunda dose e cerca de 500 mil foram vacinados apenas com a primeira. Quase 1 milhão de pessoas não receberam nenhuma dose da vacina.

O país, que já foi o favorito na corrida global contra a Covid-19, tornou-se um foco de pandemia no início de setembro. Seguindo a propagação da variante Delta durante o verão no hemisfério Norte, Israel teve a maior taxa de infecção per capita do mundo na semana até 4 de setembro, de acordo com números compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Ash disse na semana passada que as injeções de reforço parecem ter interrompido o aumento de infecções. A taxa de casos graves por 100 mil habitantes entre as pessoas não vacinadas é muito mais alta do que entre aquelas que receberam duas doses da vacina, mostrando que, mesmo com a imunidade em declínio, as vacinas fornecem alguma proteção contra doenças graves.

Questionado sobre um relatório de que Israel havia prometido à Pfizer que usaria exclusivamente a vacina da empresa, Ash disse que o governo não havia assumido tal compromisso. Ele disse que pessoas com mais de 18 anos que tomam suas primeiras injeções estão atualmente recebendo a vacina da Moderna.

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