O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta sexta-feira 6, que integrantes e lideranças do PT atuem de forma mais estratégica e organizada nas redes sociais, e admitiu ter “culpa” pelas dificuldades da esquerda em dialogar com o eleitorado.
“O PT tem culpa, o meu governo tem culpa, porque a gente não pode permitir, em nenhum momento, que alguém que pense como pensa a extrema-direita no nosso país tenha mais espaço nas redes sociais do que nós, tenha mais informações na internet do que nós e consiga projetar as suas maldades menos do que a gente consegue projetar as bondades que nós fazemos”, afirmou.
O presidente discursou por videoconferência durante o segundo dia do Seminário Nacional do PT, em Brasília. Lula não participou do evento presencialmente porque está em São Paulo, após viagem para Montevidéu, no Uruguai, onde participou da Cúpula do Mercosul.
A esquerda tem sido cobrada para demonstrar uma presença digital melhor, diante do desempenho que partidos e políticos de direita têm apresentado nos últimos anos, e Lula chamou a atenção para o tema.
“Não temos uma digitalização, eu diria do PT, que pense como cabeça, tronco e membros, falando a mesma linguagem durante todo o dia. É uma coisa que vamos ter que levar em conta para resolver nesses dois anos que faltam para terminar o meu governo”.
Para Lula, o governo e o PT não estão organizados para utilizar a internet a fim de divulgar as ações realizadas nos últimos dois anos. O presidente afirmou que precisa conceder mais entrevistas, já que os adversários não falarão bem da sua gestão.
Aposentadoria da política
Na entrevista ao Globo publicada ontem, Jean Paul Prates revelou ressentimento com petistas após sua saída do comando da Petrobras. E afirmou que não tem mais pretensão de disputar cargo político. “Não. Zero intenção de disputar. Eu saí da Petrobras e ninguém me ofereceu nada.
Acho que a forma pela qual tudo aconteceu foi tão bem feita que pessoas devem ter pensado: alguma coisa ele fez, sendo que eu não fiz nada. Não roubei, não traí o presidente, tudo era balela. Eu conto nos dedos de uma mão pessoas do PT que me ligaram e foram meus amigos até esse momento”, afirmou Jean.
Presença regozijada
Ex-senador pelo RN, Jean também lembrou do episódio de sua demissão da Petrobras. Na época, ele foi chamado para uma conversa com o presidente Lula na “presença regozijada” dos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil), seus algozes dentro do governo. “Na hora foi muito desagradável, mas depois entendi a situação”, declarou Jean dizendo que não sente ressentimento, embora as entrelinhas de sua fala digam o contrário.
Confra do MDB
O vice-governador Walter Alves e o ex-governador Garibaldi Filho, líderes do MDB no RN, reuniram ontem prefeitos aliados para uma confraternização em uma churrascaria de Natal. “Momento de união, gratidão e celebração pelas conquistas de 2024. E na certeza que em 2025 teremos ainda mais trabalho
e realizações a favor do povo do Rio Grande do Norte”, escreveu Walter nas redes sociais. O MDB elegeu 45 prefeitos e 30 vice-prefeitos, sem falar nos aliados.
Suspeição rejeitada
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou contra declarar Alexandre de Moraes impedido de atuar como relator no inquérito do golpe. A defesa do ex- -presidente Jair Bolsonaro (PL) argumenta que Moraes é diretamente interessado no processo, como uma das supostas vítimas do plano de golpe.
A maioria dos ministros seguiu o entendimento do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, que considerou que os crimes investigados atentam contra toda a coletividade, o que levaria a um impedimento de todo o poder Judiciário.
Cirurgias
O Ministério da Saúde vai assinar com 26 estados e o Distrito Federal na próxima terça-feira 10 planos de ação regional para adesão ao programa Mais Acesso a Especialistas, em ato que deve ocorrer na reunião do fórum de governadores em Brasília. Os planos assinados formalizam a proposta dos estados para implementação do programa, lançado em abril e um dos mais caros ao presidente Lula (PT). Já existe um orçamento de R$ 1,2 bilhão reservado para incentivar a colocar em prática a iniciativa.
Cirurgias II
A ministra Nísia Trindade tem a intenção de fazer mais de 1 milhão de cirurgias eletivas por meio do programa até 2026. O ministério dará ajuda financeira para viabilizar a redução de filas de espera para realização de cirurgias. O paciente seria encaminhado a um local para fazer consultas e exames, e a secretaria de Saúde ficaria responsável por fiscalizar o serviço para que tudo ocorra em no máximo 60 dias.