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Jean Paul surge como opção para ser o “senador 2” do PT em 2026

Confira a coluna Opinião desta terça-feira 05
Opinião
05/08/2025 | 04:00

Insatisfeito no PT e de malas prontas para deixar a sigla, Jean Paul Prates tem um convite para assinar a ficha do PV. Ficaria “em casa”, já que o PV tem uma federação com o PT válida até 2026 – e que provavelmente será renovada para a próxima eleição.

O convite para Jean se filiar ao Partido Verde partiu do presidente estadual da legenda, Milklei Leite, e do presidente nacional, José Luiz Penna. Ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean é frequentemente citado dentro do Partido Verde como uma opção para ser candidato a deputado federal em 2026.

Ex-senador Jean Paul Prates comandou a Petrobras no início do Governo Lula / Foto: José Aldenir - Agora RN
Foto: José Aldenir

Nos últimos dias, porém, Jean passou a ser especulado também como possível candidato ao Senado, numa dobradinha com Fátima Bezerra (PT). Vale lembrar que Jean foi suplente de Fátima em 2014 e acabou assumindo quatro anos de mandato de senador após a então senadora renunciar para ser governadora do Rio Grande do Norte. Agora, Jean volta ao páreo.

Nas hostes governistas, a possibilidade de Jean ser o “senador 2” da chapa do PT é vista com seriedade. Seria uma forma de o partido se reconciliar com Jean, que foi preterido na disputa de 2022, em nome de uma aliança com Carlos Eduardo (PSD). Na ocasião, Jean era senador e não foi candidato à reeleição, ficando apenas como candidato a suplente de Carlos. No fim das contas, a chapa perdeu para o hoje senador Rogério Marinho (PL).

Seria também um gesto de apoio a Jean após a saída humilhante dele da presidência da Petrobras – que ocorreu, vale lembrar, na presença “regozijada” de dois de seus algozes no governo, os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Além disso, seria uma forma de resolver a ausência de um nome de peso na chapa, tendo em vista que a senadora Zenaide Maia (PSD) deve ficar no palanque da oposição.

A filiação de Jean é uma opção estudada. Mas também não está descartada sua ida para outro partido da base de Fátima, como o PSB ou o PDT, este último presidido por Márcia Maia, filha da ex-governadora Wilma de Faria, de quem Jean foi secretário – momento em que “surgiu” para a política do Rio Grande do Norte.

Herança

O deputado estadual José Dias (PL) reuniu sua base no Agreste neste fim de semana. O encontro aconteceu em Lagoa de Pedras, tendo como anfitriã a prefeita Janaina de Salin (União). Durante o evento, José Dias apresentou o ex-prefeito de Ceará-Mirim Júlio César Câmara (PSD) como seu candidato à Assembleia Legislativa em 2026. “Tenho absoluta certeza de que ninguém vai se arrepender de votar em Júlio”, afirmou o decano, que vai se aposentar das disputas eleitorais após 10 mandatos.

Porta aberta

O presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, subiu o tom contra a ideia da Prefeitura do Natal de terceirizar a gestão das UPAs. Em entrevista à rádio Cidade ontem, o anestesiologista disparou: “Não sou eu que digo, é o Ministério Público. As terceirizações são uma porta escancarada para a corrupção, financiamento de campanha, precarização do trabalho, má assistência na saúde. Eles vendem uma realidade e a prática é outra. Os escândalos se sucedem em todo o Brasil, inclusive em Natal”.

Modus Operandi

Geraldo Ferreira rebateu, ainda, os argumentos de que a terceirização fará o Município economizar recursos. “Elas (as terceirizadas) fazem um contrato e três meses depois pedem aditivo. Então aditivo é 20%”, declarou o presidente do Sinmed, que também dirigiu críticas ao secretário de Saúde, seu xará Geraldo Pinho. “Eu acho que o secretário não sabe onde está se metendo. Muito jovem, muito ousado. A política pode muito, mas não pode tudo. Há um limite, e o limite se chama legalidade.”

G4 virou G3

Como a coluna Opinião divulgou na semana passada, o G4 realmente se desfez. E quem puxou a fila do desmonte do grupo foi o ex-deputado Rafael Motta, que se antecipou aos colegas e está com um pé para assinar a ficha do PP. Ontem, o “líder” do G4, Kelps Lima, retratou a situação. “Não dá para dizer (que o grupo vai permanecer unido). Dizer que vai se manter unido é complexo, porque nenhuma nominata se mantém… Ela começa de um jeito e ela vai se transformando no decorrer do processo. Isso é absolutamente normal”, declarou o secretário de Planejamento e Finanças de Parnamirim. Além de Kelps e Rafael, o grupo tem ainda o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo e o sindicalista da pesca Abraão Lincoln. Os quatro (ou melhor, agora 3) estudam formar uma nominata para disputar mandato de deputado federal.

Bi bi

A presidente do PDT no RN, Márcia Maia, convidou o ex-deputado Bibi Costa para ser candidato a deputado estadual pela nominata do partido. Bibi quer voltar à política, mas enfrenta um obstáculo familiar e no seu próprio grupo político. O deputado estadual Vivaldo Costa, irmão de Bibi, tem simpatizado mais com o apoio ao nome do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu – que, por sua vez, tem argumentado que Bibi não se engajou nas campanhas do grupo de 2022 e 2024.