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Eleições

Na Globo, Flávio cita patrocínio de Vorcaro a Huck ao defender relação com o banqueiro

Candidato afirma que pediu patrocínio privado para produção sobre Jair Bolsonaro, cita investimento em programa de Luciano Huck e não apresenta contrato e planilhas detalhadas
Agora RN
29/08/2026 | 10:01

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, durante entrevista à Globo, a relação mantida com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o patrocínio foi solicitado de boa-fé e negou qualquer contrapartida política ao investidor.

Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões para a produção. Flávio confirmou que procurou o então dono do Banco Master em busca de recursos, mas declarou que não recebeu o dinheiro diretamente.

Flávio Bolsonaro durante entrevista à Globo
Flávio Bolsonaro durante entrevista à Globo — Foto: Reprodução/TV Globo

“A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada”, disse o candidato ao ser questionado sobre mensagens e encontros com o banqueiro.

Defesa de uma relação privada

Flávio sustentou que não existe irregularidade em um filho buscar financiamento privado para um filme sobre o próprio pai. De acordo com o candidato, os recursos foram destinados à produção cinematográfica e não houve uso de dinheiro público.

Ele também afirmou que Vorcaro não recebeu qualquer benefício relacionado ao mandato de senador. O candidato disse sentir-se obrigado a prestar esclarecimentos por disputar a Presidência, mas classificou o episódio como um assunto já explicado.

Comparação com Luciano Huck

Para defender a natureza privada da operação, Flávio comparou o patrocínio de “Dark Horse” a outros investimentos atribuídos a Vorcaro em projetos do Grupo Globo.

“É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse tipo de patrocínio para o filme, que é o mesmo tipo de relação privada de um banqueiro que investiu R$ 160 milhões para um programa do Luciano Huck aqui da Globo”, afirmou.

Com a comparação, o candidato argumentou que o aporte no filme deveria ser analisado como uma relação comercial privada.

Contrato segue sem divulgação pública

Durante a entrevista, Flávio foi pressionado a apresentar o contrato, a lista de investidores e as planilhas detalhadas dos gastos. Ele afirmou que a produtora realizou uma prestação de contas e que uma perícia não encontrou recursos públicos na produção.

Apesar dessas alegações, o candidato não apresentou o contrato durante a sabatina. As planilhas completas de custos e os documentos que detalhariam as condições do investimento e eventual retorno financeiro para Vorcaro também não foram disponibilizados publicamente.

Repasses são investigados

A Polícia Federal investiga a origem e o destino dos valores destinados ao filme. A apuração, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, busca esclarecer se os recursos foram efetivamente usados na produção cinematográfica e se houve prática de crimes financeiros.

Até o momento, não existe conclusão pública que atribua irregularidade a Flávio Bolsonaro no episódio. O candidato nega qualquer ilícito e sustenta que sua relação com Vorcaro ficou restrita ao financiamento de “Dark Horse”.

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