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Saúde
“Não é preciso ter pânico”, afirma médico infectologista potiguar sobre aparecimento do coronavírus no Brasil
Rio Grande do Norte tem cinco casos em investigação de suspeita de coronavírus
Redação
27/02/2020 | 12:03

O médico infectologista Alexandre Motta, integrante do corpo clínico do Hospital Giselda Trigueiro, unidade de referência em doenças infectologistas no Rio Grande do Norte, avalia que a população não precisa entrar em pânico após a confirmação do primeiro caso de Covid-19, o coronavírus, dentro do território brasileiro. Atualmente, o RN tem cinco casos suspeitos e um sob investigação.

O especialista aconselha que a população adote o bom senso e mantenha os cuidados com a higiene pessoal. “Lavar as mãos constantemente, utilizar álcool gel na higienização e evitar aglomerações em lugares fechados”, detalhou o médico.

Segundo o médico, a nova doença tem características pouco conhecidas, como o fato de se há capacidade de reinfecção. Em outros vírus, o corpo humano adquire imunidade. “Se eu pego sarampo, por exemplo, não pegarei a doença novamente. No entanto, ainda não se conhece os aspectos epidemiológicos do novo vírus”, explicou.

Do caso confirmado no Brasil, o que se sabe é que o paciente é de São Paulo, tem 61 anos e que teria sido infectado durante uma viagem à Itália entre 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar ao Brasil e apresentar sintomas, ele foi examinado no Hospital Israelita Albert Einstein. Após contraprova realizada no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, a doença foi confirmada.

“A população não precisa ter pânico. É importante separar o que é pânico, ou seja, um medo sem sentido e desnecessário, de uma preocupação diligente e cuidadosa”, ressaltou Alexandre Motta.

O médico do Hospital Giselda Trigueiro disse, no entanto, que é preciso manter o nível alto de alerta. Como o vírus ainda é desconhecido, as ações de prevenção e controle do contágio precisam ser permanentes. As medidas para evitar a proliferação do novo vírus também são de responsabilidade dos indivíduos, pontuou Alexandre Motta. “O vírus Covid-19 se transmite de forma parecida como a gripe comum. É de pessoa para pessoa, com o contato direto, como a partir do manuseio de objetos de uso comum”, explicou.

Uma das poucas características conhecidas do novo vírus é que a transmissão ocorre antes mesmo de os indivíduos apresentarem os sintomas da doença –febre, tosse, coriza, dificuldade em respirar e falta de ar. “Ao contrário de outras viroses, a transmissão no caso do coronavírus não acontece a partir do aparecimento dos sintomas. Em outros surtos viróticos, os aeroportos faziam controle de temperatura das pessoas. Nesta nova doença, a transmissão acontece mesmo sem o aparecimento dos sintomas”, disse.

Ainda de acordo com ele, a crise do coronavírus vai perdurar até o surgimento de uma vacina específica contra doença. No entanto, Alexandre Motta diz que isso não vai acontecer em curto prazo. “Acredito que, com o avanço do mapeamento genético da doença, a vacina fique pronta em até um ano”, avaliou.

Para ele, o mais importante a ser propagado neste momento é cautela e bom senso. “Se está com algum sintoma de gripe, é melhor ficar em casa. Não vá transmitir para outras pessoas. É preciso ter bom senso. Se o indivíduo tem algum fator de risco, doença cardíaca prévia, também deve evitar lugares fechados e com muitas pessoas”, justificou.

Dicas de prevenção:

Cuidados com transmissão

O vírus Covid-19 se transmite de forma parecida como a gripe comum. É de pessoa para pessoa, como a partir do manuseio de objetos de uso comum. A pessoa infectada toma água em um copo e o compartilha com outra pessoa não-infectada, por exemplo.

Pessoas com comorbidades devem evitar aglomerações

Pessoas com doenças cardíacas e pulmonares, por exemplo, devem evitar área com grande número de pessoas. Há uma possibilidade maior de infecção em situação deste tipo. Se está com algum sintoma de gripe, é melhor ficar em casa. Não vá transmitir para outras pessoas

Higiene pessoal

Sempre lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel na higienização e evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal com pessoas potencialmente infectadas.

Uso de máscaras

Se o indivíduo tiver algum agravo respiratório ou comorbidade (doenças cardíacas, pulmonares, diabete etc), é prudente que se use. Quem não tem problemas respiratórios não é preciso. Entre as estratégias mais eficazes para as pessoas que apresentam bom estado de saúde estão lavar as mãos com frequência, evitar levar mãos sujas à boca ou ao nariz e manter uma distância de ao menos um metro de outras pessoas ao tossir ou espirrar.

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