A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 5,5% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, registrando a terceira maior queda entre os Estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho ficou atrás apenas de Maranhão (-12,4%) e Bahia (-7,1%) e foi influenciado, principalmente, pela retração da atividade de refino de petróleo, biocombustíveis e das indústrias extrativas. Os dados foram divulgados na última sexta-feira 10, pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional.
O resultado ocorreu em um mês que contou com 20 dias úteis, um a menos do que maio de 2025, fator que também contribuiu para a comparação interanual. No período, a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 18,3%, enquanto as indústrias extrativas registraram retração de 5,4%. Em sentido oposto, a confecção de artigos do vestuário e acessórios avançou 53,8%, e a fabricação de produtos alimentícios cresceu 8,1%, amenizando parcialmente a queda da indústria potiguar.

No acumulado de janeiro a maio, o Rio Grande do Norte apresentou retração de 15,5%, o pior desempenho entre todas as unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE. O resultado foi pressionado, sobretudo, pela queda de 27,8% na produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. Também contribuíram negativamente as indústrias extrativas (-5,5%) e a fabricação de produtos alimentícios (-3,2%). A única atividade com crescimento no período foi a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com expansão de 44%.
Na comparação dos últimos 12 meses, a produção industrial potiguar acumula queda de 11,4%. O desempenho negativo reflete principalmente a retração de 23,7% na fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis e o recuo de 0,6% na indústria alimentícia. Em contrapartida, as indústrias extrativas cresceram 7,4% no período, enquanto o segmento de vestuário avançou 54,5%, mantendo trajetória de expansão.
No cenário nacional, a indústria apresentou estabilidade na comparação interanual, com alta de 0,2% frente a maio de 2025, embora 11 dos 18 locais pesquisados tenham registrado queda na produção. Os maiores avanços ocorreram no Espírito Santo (10,8%), impulsionado pela extração de petróleo, gás natural e minério de ferro, e no Rio de Janeiro (7,4%), favorecido pelas atividades extrativas e pela indústria química. Goiás (3,9%), Mato Grosso (1,3%) e Santa Catarina (0,5%) também apresentaram crescimento.
Na série com ajuste sazonal, a produção industrial brasileira recuou 0,2% em maio frente a abril. Nove dos 15 locais pesquisados registraram retração, com destaque para Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e a Região Nordeste (-3,2%). Em contrapartida, Ceará (3,2%), Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%) registraram crescimento no período.
Apesar do desempenho negativo no acumulado do ano, o Rio Grande do Norte apresentou melhora relativa no ritmo de queda. No primeiro trimestre, a produção industrial recuava 19,2% na comparação anual. Considerando apenas os meses de abril e maio, a retração foi reduzida para 9,6%, indicando desaceleração das perdas, embora o setor permaneça com o pior resultado do País em 2026.
Produzida desde a década de 1970, a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional acompanha o comportamento de curto prazo da indústria extrativa e de transformação em 17 estados e na Região Nordeste. O levantamento é uma das principais referências para acompanhar a atividade industrial brasileira e subsidia análises sobre o desempenho da economia regional e nacional.