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Opinião

Allyson lidera e adversários duelam pelo segundo turno

Editorial analisa pesquisa Exatus, a liderança de Allyson Bezerra e o empate técnico entre Álvaro Dias e Cadu de Lula na disputa pelo Governo do RN
Editorial
12/09/2026 | 00:30

A nova pesquisa do Instituto Exatus apresenta um quadro definido na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, mas ainda aberto quanto ao desfecho da eleição. Allyson Bezerra (União) está consolidado na primeira posição, com ampla vantagem sobre os adversários, enquanto Álvaro Dias (PL) e Cadu de Lula (PT) disputam a segunda colocação. Ao mesmo tempo, a proximidade entre o percentual do líder e a soma dos demais candidatos mantém aberta a possibilidade de vitória no primeiro turno.

No cenário estimulado, Allyson aparece com 41,90% das intenções de voto. Álvaro ocupa a segunda posição, com 22,20%, enquanto Cadu registra 17,59%. A distância entre o primeiro e o segundo colocado chega a 19,70 pontos percentuais. Já a diferença entre Álvaro e Cadu é de 4,61 pontos. Considerando a margem de erro de 2,53 pontos para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem.

Montagem com Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu de Lula
Allyson Bezerra lidera pesquisa Exatus; Álvaro Dias e Cadu disputam segunda posição — Montagem/Reprodução

Os números indicam, portanto, duas disputas simultâneas. A primeira é de Allyson contra a necessidade de um segundo turno. A segunda ocorre entre Álvaro e Cadu pela vaga que poderá estar em jogo caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos em 4 de outubro. Para os dois adversários mais próximos do líder, a campanha entra em uma fase na qual qualquer deslocamento do eleitorado poderá modificar a ordem da disputa.

A hipótese de definição no primeiro turno aparece na comparação direta entre Allyson e o conjunto de seus concorrentes. Somados, todos os outros candidatos alcançam 41,43%, percentual 0,47 ponto inferior aos 41,90% do candidato do União. Como a diferença é muito menor que a margem de erro, não é possível afirmar que a eleição terminaria necessariamente na primeira votação. É possível, porém, registrar que Allyson está numericamente em condições de alcançar esse resultado.

O cálculo eleitoral considera apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos. Nesse aspecto, a parcela ainda sem candidato definido permanece relevante. A pesquisa mostra que 10,38% dos entrevistados não sabem em quem votar, enquanto 6,29% declaram voto branco, nulo ou em nenhum dos concorrentes. Juntos, esses segmentos representam 16,67% da amostra e formam um contingente capaz de influenciar tanto a realização de um segundo turno quanto a identidade do adversário de Allyson.

A rejeição reforça a posição mais confortável do líder. Cadu apresenta o maior índice entre os principais candidatos, com 21,56%, seguido por Álvaro, com 16,71%. Allyson tem 5,67%, o menor percentual entre os três.

Na eleição para o Senado, o levantamento aponta vantagem dos candidatos que já exercem o mandato. Na soma dos dois votos, Styvenson Valentim (Podemos) lidera com 47,15%, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 27,74%. Se a eleição ocorresse nas condições medidas pela pesquisa, os dois seriam reeleitos.

A disputa pela aproximação da segunda vaga, entretanto, reúne três candidatos em situação de equilíbrio. Rafael Motta (PDT) soma 15,29%, Samanda de Lula (PT) aparece com 14,96% e Coronel Hélio (PL) registra 13,46%. Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Styvenson sustenta sua liderança principalmente no primeiro voto, no qual alcança 41,27%, enquanto Zenaide apresenta melhor desempenho relativo na segunda escolha, com 12,21%.

O grau de indefinição para o Senado é maior do que no Governo. Como cada eleitor pode escolher dois candidatos, as respostas de “não sabe” ou “não respondeu” somam 50,22% nas duas opções. As indicações de nenhum candidato, voto branco ou nulo chegam a 25,93%. Esses percentuais mostram que uma parte significativa das duas escolhas ainda não foi preenchida, abrindo espaço para alterações no quadro até a votação.

Na disputa presidencial, Lula (PT) mantém ampla vantagem no Rio Grande do Norte. O presidente aparece com 54,1%, quase o dobro dos 28,6% registrados por Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 7,5%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 1,2%, e Renan Santos (Missão), 1%. Os demais nomes não chegam a 1%.

Flávio lidera a rejeição presidencial no Estado, com 44,03%, enquanto Lula registra 31,35%. A diferença entre os dois nesse indicador é de 12,68 pontos. O resultado confirma a vantagem histórica do campo petista no eleitorado potiguar e mostra que, neste momento, a disputa nacional apresenta no RN um desenho mais definido do que a corrida pelo Governo.

O Instituto Exatus entrevistou 1.500 eleitores entre 7 e 9 de setembro, em 54 municípios distribuídos pelas 11 regiões imediatas do Estado. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O retrato geral combina uma liderança consolidada de Allyson, uma disputa estreita entre Álvaro e Cadu e uma interrogação central: se haverá, de fato, uma segunda rodada na eleição estadual.