Vez por outra, nas entrevistas que concede, o senador Rogério Marinho defende a união das principais lideranças da direita nas eleições de 2026. Pré-candidato ao governo estadual, Marinho diz estar aberto ao diálogo com todos os políticos do seu campo, que fazem oposição ao PT.
Não é bem assim. Por ora, Rogério não quer conversa com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, do União Brasil. Na última sexta-feira, o Partido Liberal, dirigido pelo senador, realizou um grande evento político para empossar a nova diretoria da legenda em Mossoró.

O PL fez festa para receber a filiação do empresário Jorge do Rosário, que assumiu o diretório municipal.
O prefeito Allyson, principal autoridade política da cidade, não foi convidado. No entanto, estavam presentes o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, o presidente da Femurn, Babá Pereira, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores e lideranças da região. Compareceram representantes de várias bandeiras partidárias.
Em junho passado, algo parecido aconteceu na passagem de Jair Bolsonaro pelo Mossoró Cidade Junina. Anfitrião de Rogério, o ex-presidente ficou longe de Allyson, organizador do evento. Não houve oportunidade sequer para um aperto de mãos. A verdade é que Rogério corre para um lado, e Allyson corre para outro. É pouco provável que se encontrem até o pleito.
O senador do PL passa a impressão de que deseja isolar Allyson na sucessão estadual, repetindo a mesma estratégia política que resultou na derrocada de Carlos Eduardo Alves na eleição de Natal.
O prefeito de Mossoró tem alguns trunfos para fugir da armadilha – popularidade e uma federação forte (União Progressista).
Quase flopou
No sábado, Allyson Bezerra pegou a estrada para participar da Caravana Desenvolve RN, promovida pelo União Brasil em João Câmara. Chamou a atenção a ausência da bancada federal da UP. Nenhum deputado deu o ar da graça. Por sorte, a senadora Zenaide Maia, que nem da federação é, apareceu, evitando que o evento ‘flopasse’ de vez.
Aposta partidária
Fernando Mineiro disse ontem que a pré-candidatura de Cadu Xavier ao governo está consolidada. “Cadu hoje é o nome que melhor representa o nosso governo, que melhor conhece o Estado. Dentro do PT, não existe nenhuma possibilidade de mudança”, afirmou o deputado ao Jornal da Mix.
Cadu do Lula
Mineiro reconhece que Cadu ainda não decolou nas pesquisas e atribui isso ao pouco conhecimento do eleitorado. “Ele será o Cadu do Lula, o Cadu de Fátima e o Cadu que conhece o Estado”, afirmou o petista.
ANP interdita
A Agência Nacional do Petróleo decidiu interditar parte das operações da Brava Energia no Rio Grande do Norte. Segundo a petroleira júnior, o impacto estimado é de 3,5 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) na média de outubro. A ANP determinou adequações nas operações, que a empresa se comprometeu a concluir até dezembro.
Bacia Potiguar
A decisão da ANP sobre parte das operações da Brava Energia será o tema central da audiência pública marcada para hoje, às 14h, na Assembleia Legislativa. Segundo o Sindpetro-RN, os petroleiros devem defender a continuidade dos investimentos na produção petrolífera da Bacia Potiguar.
Soldada do PL
Mesmo sem a carta de anuência do União Brasil, a deputada Carla Dickson já se sente filiada ao Partido Liberal. “Ainda não posso estar de fato e de direito no PL, mas estou aqui como uma soldada, e o meu candidato ao governo é Rogério Marinho”, afirmou em Mossoró. Carla aguarda a janela partidária de março.