A definição do vereador Tércio Tinoco como segundo candidato ao Senado na chapa de Allyson Bezerra resolve uma das peças que faltavam no tabuleiro eleitoral de 2026. Aos 39 anos, o parlamentar natalense aceitou desempenhar um papel que, à primeira vista, pode parecer secundário: dividir a chapa com a senadora Zenaide Maia, candidata à reeleição.
Mas a decisão de bater esteira para a senadora do PSD faz sentido sob vários aspectos.

Tércio entra na disputa sem o peso de defender um mandato. Se não vencer, retomará seu trabalho como vereador e chegará fortalecido para buscar a reeleição à Câmara Municipal de Natal em 2028, levando na bagagem uma campanha de alcance estadual, maior exposição política e o fortalecimento do próprio capital eleitoral.
Também cumpre uma missão partidária. Filiado ao União Brasil, ajuda a consolidar a estratégia da federação União Progressista no Rio Grande do Norte, reforçando um projeto liderado por Allyson Bezerra e que tem entre seus articuladores o deputado estadual Kleber Rodrigues, uma das lideranças em ascensão no grupo e seu parceiro em projetos sociais.
Há ainda um componente pessoal e político. Tetraplégico desde um acidente, Tércio transformou a defesa da inclusão das pessoas com deficiência em sua principal bandeira. A campanha ao Senado lhe oferece uma vitrine muito mais ampla para difundir uma mensagem que repete com frequência: inclusão não é favor, é direito.
Do outro lado da chapa, Zenaide Maia também encontra vantagens na composição. Ao trazer para a disputa um nome identificado com uma causa social relevante e sem histórico de disputar o mesmo eleitorado dos demais concorrentes ao Senado, amplia o alcance da chapa e cria uma alternativa para o segundo voto, especialmente diante da concorrência de nomes como Rafael Motta (PDT) e Samanda Alves (PT), sem produzir uma disputa interna que ameace sua condição de principal candidata da composição.
Para Tércio e Zenaide, é quase um jogo de ganha-ganha.
Meu galego
Corre em boca de Matilde que Michelle Bolsonaro ainda não decidiu se disputará o Senado pelo Distrito Federal. Nos bastidores, a conta é de “50% para sim e 50% para não”. A palavra final será dada em conjunto com Jair Bolsonaro, seu inseparável “galego”.
Otimismo
O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, acredita que haverá entendimentos entre o governo e as entidades empresariais (Fiern, Faern, Fecomércio e Siduscon) durante a votação do novo Código Ambiental na Assembleia Legislativa. Ele afirmou que a proposta busca atualizar uma lei de 2004 e trazer segurança jurídica ao setor.
Desmentido relâmpago
A notícia de que o Republicanos teria condicionado apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à indicação de Marcos Pereira para o STF provocou reação imediata. A legenda e a coordenação da campanha correram para negar qualquer negociação desse tipo. Em plena fase de montagem das alianças, ninguém quis tocar mais fogo no parquinho.
Desejo supremo
Por trás da polêmica está um cálculo político conhecido em Brasília. O presidente eleito em outubro deverá indicar pelo menos três ministros do STF durante o mandato. Sem contar a vaga que Lula pretende preencher com o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda aberta após a rejeição de seu nome pelo Senado.
Prisão domiciliar
Ao proibir as visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro por 90 dias, o ministro Alexandre de Moraes acaba alimentando o discurso de “perseguição” ao ex-presidente. É um tema que mobiliza o eleitorado de direita em plena corrida presidencial.