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Coluna

Nem PT, nem PL. Centrão

Confira a coluna de Daniel Menezes deste fim de semana 25 e 26
Daniel Menezes
25/05/2024 | 08:01

No RN ocorre o que deve se processar também no País. Por aqui, nem PT e muito menos PL irão fazer grande quantidade de prefeitos em 2024. É o chamado Centrão que está nadando de braçada. Isto acontece tanto no número de prefeitos como na perspectiva de cidadãos administrados. A polarização nacional é um vulto em termos de disputas municipais. Tem pouca importância prática. O eleitor sabe separar as esferas administrativas e quer a resolução de problemas concretos.

No RN, temos MDB, PSDB, PSD, União Brasil, PP e outros com a perspectiva de ganharem espaços. Eles atuam com extrema plasticidade, fazendo alianças locais a depender do sopro estabelecido. Com isso, fogem da rejeição e juntam votos.

Plenário do Senado
Plenário do Senado - Foto: Reprodução

Pretendo fazer um grande quadro quantitativo a respeito do assunto. É bom lembrar que a disputa municipal cacifa dois anos depois para a formação da bancada federal. Portanto, esses partidos têm a perspectiva de manter ou aumentar a quantidade de deputados federais daqui a dois anos.

O VICE

O ex-deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade) pode ser o vice na chapa de Carlos Eduardo (PSD). Até para aumentar o seu arco ideológico de captura de votos, o ex-prefeito procura um nome mais à direita. Kelps disse em entrevista ao jornal Diário do RN que está na mesma posição ideológica de Carlos Eduardo.

FISCALIZAÇÃO

Nunca comprei a tese de que a fiscalização sobre os caminhões com doação com destino ao Rio Grande do Sul precisaria acabar. Ela deve ser célere, mas tem de acontecer. Inclusive, sobre o peso transportado. O excesso de carga pode trazer acidente de trânsito e vitimar tanto o motorista como as pessoas no entorno nas rodovias. Pois bem. A Polícia Rodoviária Federal já encontrou duas cargas de drogas emaranhada em donativos em que o ponto final seria o Rio Grande do Sul.

O DILEMA DE PAULINHO FREIRE

O presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia, alega que Paulinho Freire, pré-candidato em Natal, é de centro. Há um dilema concreto. De fato, Freire nunca foi um radical. Só que ele precisa do bolsonarismo para chegar ao segundo turno. Natal é uma das poucas cidades – a outra seria Parnamirim – em que os seguidores do “Mito” têm força. O problema é que, uma vez no segundo turno, essa ação polarizadora levaria Paulinho Freire a uma condição de derrota.

OUVIDO NO CHÃO

O Governo do Estado começou a reformar as estradas do RN. É bom aguardar para saber como a população irá reagir em termos de aprovação do governo após tal intervenção. Cerca de R$ 400 milhões serão investidos agora e, posteriormente, o governo ainda espera acessar mais R$ 900 milhões para finalizar a revitalização de toda a malha viária potiguar. Tenho dito: se conseguir implementar tudo que está planejado, a disputa de 2026 terá quadro político distinto do que está hoje aparentemente desenhado.