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Diógenes Dantas

Lula parte para o vale-tudo com a família Bolsonaro

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta quarta-feira 3
Diógenes Dantas
03/06/2026 | 05:21

A polarização política no Brasil tem sido marcada por uma escalada de agressões verbais e termos depreciativos de ambos os lados.

Ao longo das últimas campanhas e dos embates públicos mais recentes, lideranças associadas ao bolsonarismo recorreram frequentemente a xingamentos e rótulos pesados para atacar Luiz Inácio Lula da Silva.

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Lula parte para o vale-tudo com a família Bolsonaro - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Entre os principais termos e insultos direcionados ao petista estão:

Ladrão, corrupto e chefe de quadrilha — numa referência à Lava Jato.

Lula também já foi chamado de pinguço, vagabundo e ex-presidiário.

O termo não existe no vocabulário jurídico nem nos dicionários. Ainda assim, os bolsonaristas adoram chamar o petista de “descondenado”.

Ontem, Lula usou a mesma régua do bolsonarismo ao chamar o presidenciável Flávio Bolsonaro de “imbecil”.

Ao comentar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o petista subiu o tom:

— Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores — afirmou.

O tom adotado pelo presidente da República não é recomendável e merece censura. As agressões tendem apenas a crescer de lado a lado, estimulando um ambiente cada vez mais hostil entre os apoiadores deste ou daquele grupo político.

As declarações de Lula contribuem para alimentar a polarização neste ano eleitoral.

E esta parece ser a estratégia do petista para buscar um quarto mandato: enfrentar a família Bolsonaro em um verdadeiro vale-tudo.

Google

O Google bateu o martelo e proibiu o impulsionamento de propaganda eleitoral nas eleições de 2026. A medida repete o veto adotado em 2024 e impede anúncios pagos no YouTube, no buscador e na rede de display da empresa. Na prática, partidos e candidatos ficam sem acesso a uma das principais vitrines da campanha digital. A decisão altera estratégias eleitorais e faz a empresa abrir mão de uma receita estimada em cerca de R$ 200 milhões.

Lairinho

Ao nomear Lahyre Rosado Neto para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a governadora Fátima Bezerra dá um sinal de que o PSB está fora da disputa pela vaga de vice na chapa de Cadu Xavier. A irmã de Lairinho, Larissa Rosado, chegou a ser cotada para compor a majoritária governista. Nos bastidores, porém, prevalece a avaliação de que a vaga está reservada ao PSDB de Ezequiel Ferreira.

Má vontade

Seis dias após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC que extingue a escala 6×1 segue parada no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não deu qualquer sinal sobre a tramitação da matéria. Enquanto isso, a oposição apresentou uma proposta alternativa que mantém a jornada de 44 horas semanais e preserva a escala de seis dias de trabalho.

Prioridade

Assinada por Rogério Marinho, a PEC da oposição foi protocolada no dia seguinte à aprovação da proposta que acaba com a escala 6×1.

A diferença de tratamento chama atenção. Enquanto a PEC aprovada pela Câmara continua à espera de um despacho no Senado, Alcolumbre encaminhou a proposta da oposição à Comissão de Constituição e Justiça no mesmo dia em que ela foi apresentada.

Rodízio

O vereador Daniel Valença é o novo líder da oposição na Câmara Municipal de Natal. Ele assume o posto após um rodízio combinado entre os quatro parlamentares que fazem contraponto ao prefeito Paulinho Freire. O petista substitui a colega de partido Brisa Bracchi.