A polarização política no Brasil tem sido marcada por uma escalada de agressões verbais e termos depreciativos de ambos os lados.
Ao longo das últimas campanhas e dos embates públicos mais recentes, lideranças associadas ao bolsonarismo recorreram frequentemente a xingamentos e rótulos pesados para atacar Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os principais termos e insultos direcionados ao petista estão:
Ladrão, corrupto e chefe de quadrilha — numa referência à Lava Jato.
Lula também já foi chamado de pinguço, vagabundo e ex-presidiário.
O termo não existe no vocabulário jurídico nem nos dicionários. Ainda assim, os bolsonaristas adoram chamar o petista de “descondenado”.
Ontem, Lula usou a mesma régua do bolsonarismo ao chamar o presidenciável Flávio Bolsonaro de “imbecil”.
Ao comentar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o petista subiu o tom:
— Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores — afirmou.
O tom adotado pelo presidente da República não é recomendável e merece censura. As agressões tendem apenas a crescer de lado a lado, estimulando um ambiente cada vez mais hostil entre os apoiadores deste ou daquele grupo político.
As declarações de Lula contribuem para alimentar a polarização neste ano eleitoral.
E esta parece ser a estratégia do petista para buscar um quarto mandato: enfrentar a família Bolsonaro em um verdadeiro vale-tudo.
O Google bateu o martelo e proibiu o impulsionamento de propaganda eleitoral nas eleições de 2026. A medida repete o veto adotado em 2024 e impede anúncios pagos no YouTube, no buscador e na rede de display da empresa. Na prática, partidos e candidatos ficam sem acesso a uma das principais vitrines da campanha digital. A decisão altera estratégias eleitorais e faz a empresa abrir mão de uma receita estimada em cerca de R$ 200 milhões.
Lairinho
Ao nomear Lahyre Rosado Neto para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a governadora Fátima Bezerra dá um sinal de que o PSB está fora da disputa pela vaga de vice na chapa de Cadu Xavier. A irmã de Lairinho, Larissa Rosado, chegou a ser cotada para compor a majoritária governista. Nos bastidores, porém, prevalece a avaliação de que a vaga está reservada ao PSDB de Ezequiel Ferreira.
Má vontade
Seis dias após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC que extingue a escala 6×1 segue parada no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não deu qualquer sinal sobre a tramitação da matéria. Enquanto isso, a oposição apresentou uma proposta alternativa que mantém a jornada de 44 horas semanais e preserva a escala de seis dias de trabalho.
Prioridade
Assinada por Rogério Marinho, a PEC da oposição foi protocolada no dia seguinte à aprovação da proposta que acaba com a escala 6×1.
A diferença de tratamento chama atenção. Enquanto a PEC aprovada pela Câmara continua à espera de um despacho no Senado, Alcolumbre encaminhou a proposta da oposição à Comissão de Constituição e Justiça no mesmo dia em que ela foi apresentada.
Rodízio
O vereador Daniel Valença é o novo líder da oposição na Câmara Municipal de Natal. Ele assume o posto após um rodízio combinado entre os quatro parlamentares que fazem contraponto ao prefeito Paulinho Freire. O petista substitui a colega de partido Brisa Bracchi.