O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em vídeo divulgado nesta terça-feira 2, que a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem novas tarifas contra o Brasil está relacionada ao que classificou como “tom agressivo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao país norte-americano.
Na gravação publicada nas redes sociais, o parlamentar disse que, em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, pediu que não fossem impostas novas taxas às empresas brasileiras. Ele também informou que enviou uma carta ao governo norte-americano solicitando que as tarifas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos não sejam efetivadas.

“A realidade é que essa tarifa é do Lula. Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais”, afirmou Flávio.
No vídeo, o senador também fez críticas ao presidente da República. Segundo ele, “ninguém mais acredita no Lula”. “Ele faz uma reunião com Trump, faz os compromissos, e não os cumpre. Foi assim em relação a apertar o cerco contra o PCC e o CV”, emendou Flávio.
O parlamentar também comentou críticas feitas por Lula durante discurso em Catalão (GO). “Eu sei que você está nervoso, porque sabe que seu governo tem prazo para acabar, agora, em dezembro de 2026. Você sabe que vai ser o fim do ciclo do PT, de destruição do Brasil”, concluiu.
Após a publicação do vídeo, Flávio Bolsonaro encaminhou à imprensa um ofício direcionado ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. No documento, redigido em inglês, o senador manifesta preocupação com a possibilidade de novas tarifas contra o Brasil.
No texto, ele afirma que o país enfrenta uma crise fiscal, com dívida pública superior a 80% do Produto Interno Bruto, e menciona níveis elevados de endividamento de cidadãos e empresas. Segundo o documento, a adoção de novas tarifas pode trazer impactos para a população brasileira.
Flávio solicita, no ofício, que não sejam implementadas as tarifas recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
Na semana passada, o governo norte-americano anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que gerou reações divergentes no cenário político brasileiro.