BUSCAR
BUSCAR
Automóveis

Chevrolet amplia linha Spin 2027 com versão LTZ de cinco lugares

Nova configuração tem porta-malas de até 756 litros, motor 1.8 aspirado de até 111 cavalos e câmbio automático de seis marchas
Por O Correio de Hoje
12/08/2026 | 17:49

A Chevrolet ampliou a linha 2027 da Spin com a versão LTZ de cinco lugares, oferecida por R$ 153.990. A configuração passa a ocupar o posto de opção mais equipada da minivan sem a terceira fileira de bancos e busca consumidores que priorizam espaço para bagagens, itens de conforto e manutenção previsível.

Lançada no Brasil há 14 anos, a Spin nunca mudou de geração. A atualização mais recente ocorreu em 2024, quando recebeu alterações visuais, novos equipamentos de segurança e um painel conectado à central multimídia. A chegada da LTZ de cinco lugares amplia a oferta sem modificar a base mecânica.

Chevrolet Spin cinza vista de perfil, estacionada em área aberta, com prédios ao fundo
Nova versão de cinco lugares custa R$ 153.990, com amplo porta-malas - Foto: divulgação

A estratégia comercial contraria parte das tendências recentes da indústria. A Spin não oferece motor turbo, sistema híbrido ou qualquer nível de eletrificação. Os assistentes avançados de condução também ficam concentrados na versão mais cara da linha. A proposta permanece apoiada em uma mecânica conhecida, no espaço para cargas e no custo de manutenção. Essa combinação mantém o modelo entre as opções procuradas por taxistas, motoristas de aplicativo e locadoras. Parte desse público, porém, começou a avaliar carros elétricos compactos na mesma faixa de preço, como Geely EX2 e BYD Dolphin, que oferecem custos menores de abastecimento e uma arquitetura mais recente.

O maior diferencial da Spin LTZ de cinco lugares é o porta-malas, com capacidade de até 756 litros. O volume é superior ao de concorrentes posicionados na mesma faixa de preço, caso do Citroën Aircross, que comporta 493 litros. O banco traseiro corre sobre trilhos, permitindo alterar a divisão do espaço entre passageiros e bagagens. A capacidade do porta-malas varia de 710 a 756 litros, conforme a posição da segunda fileira. O recurso atende principalmente famílias que precisam acomodar malas e outros volumes em viagens.

A modularidade reduz uma das limitações provocadas pela idade do projeto. Com 2,62 metros de distância entre os eixos, a Spin oferece menos espaço para as pernas do que suas dimensões externas poderiam sugerir. O desconforto é mais perceptível quando passageiros altos ocupam simultaneamente os bancos dianteiros e traseiros.

A altura interna, por outro lado, permite que adultos viajem sem encostar a cabeça no teto. Os passageiros de trás também contam com saída de ar-condicionado e duas portas USB-A para carregar dispositivos móveis.

A minivan tem 4,42 metros de comprimento, 1,76 metro de largura e 1,69 metro de altura. O vão livre do solo é de 17,3 centímetros, medida que facilita a passagem por lombadas, valetas e trechos de asfalto irregular. Os ângulos de entrada e saída são de 16,6 e 24,3 graus, respectivamente.

Na dianteira, os bancos são largos e oferecem apoio adequado em deslocamentos longos. A posição de dirigir permanece elevada mesmo com a regulagem de altura no nível mais baixo, característica que amplia a percepção do entorno, mas pode deixar o quadro de instrumentos fora do eixo de visão de alguns condutores. O acabamento evidencia a proposta funcional. Painel e portas utilizam plástico rígido, com variações de textura. O material macio aparece apenas no apoio dos cotovelos das portas dianteiras. A versão também não oferece apoio de braço central entre os bancos da frente.

A Spin LTZ utiliza o motor 1.8 aspirado, com até 111 cavalos de potência e 17,7 kgfm de torque quando abastecido com etanol. Com gasolina, são 106 cavalos e 16,8 kgfm. O câmbio automático tem seis marchas. O conjunto leva o veículo de zero a 100 km/h em 11 segundos. A entrega linear de torque permite vencer ladeiras e realizar ultrapassagens, embora o desempenho não seja comparável ao de utilitários equipados com motores turbo.

Em avaliação com gasolina, o modelo registrou consumo de 11 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada. A nova versão se posiciona como uma alternativa para quem busca um veículo familiar sem recorrer a um hatch, a um SUV turbo ou a um automóvel eletrificado. O porta-malas, a mecânica conhecida, o custo de manutenção e a menor desvalorização sustentam a proposta. Em contrapartida, o espaço para as pernas no banco traseiro, a oferta limitada de assistentes e a idade da arquitetura revelam os limites de um projeto que atravessa mais de uma década no mercado.