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Diógenes Dantas

Ataque de Zema a Flávio Bolsonaro sacramenta pré-candidatura de Coronel Hélio ao Senado Federal

Confira a coluna de Diógenes Dantas deste sábado 16
Diógenes Dantas
16/05/2026 | 05:17

Se já não havia disposição de Rogério Marinho para substituir Coronel Hélio por Flávio Rocha na disputa ao Senado, agora esse arranjo está totalmente descartado pelo senador do PL.

Os ataques de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro — após os áudios que ligam o filho de Bolsonaro a Daniel Vorcaro — foram considerados “oportunistas” por Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha do presidenciável do PL.

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Ataque de Zema a Flávio Bolsonaro sacramenta pré-candidatura de Coronel Hélio ao Senado Federal - Foto: José Aldenir

Zema é filiado ao Partido Novo — o mesmo partido de Flávio Rocha.

E, por causa dos ataques — diretos e duros — contra Flávio Bolsonaro, o bolsonarismo ameaça romper uma série de alianças com o Novo em vários estados.

A do Rio Grande do Norte era uma das possibilidades e essa porta — a meu ver — se fechou de vez.
Enquanto Zema atacava Flávio Bolsonaro, Coronel Hélio fazia o contrário.

Na quinta-feira, o pré-candidato ao Senado gravou um vídeo em defesa do presidenciável, num gesto público de lealdade.

— Vamos lavar a roupa suja, passar o Brasil a limpo. Vamos abrir a CPI do Banco Master — provocou.

— Bora, vem pro play, vamos pro jogo — convocou Coronel Hélio.

Portanto, a pré-candidatura de Coronel Hélio já pode ser tratada como irremovível.

Jair Bolsonaro fez questão de bancar ao menos um nome ao Senado em praticamente todos os estados — e Hélio foi o escolhido no RN.

Ou seja, o coronel não está no jogo por obra e graça de Rogério Marinho, mas por apadrinhamento direto de Bolsonaro, de quem é amigo e aliado de longa data.

Na próxima semana, Rogério Marinho deverá cumprir agenda em São Paulo depois da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Deve desembarcar na pauliceia para pelo menos dois compromissos: um político — apagar incêndios na chapa da direita em São Paulo — e outro econômico — reunião com Paulo Skaf, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e empresários da indústria e do varejo para discutir a escala 6 por 1.

Flávio Rocha estará presente.

E, se o assunto da chapa da direita no RN surgir no diálogo com o dono da Riachuelo, ouvirá do amigo Rogério Marinho mais ou menos o seguinte: a chapa do PL está fechada e Coronel Hélio está confirmado como pré-candidato ao Senado.

Depois dos ataques de Romeu Zema, não há mais ambiente político para uma aliança com o Novo — partido de Flávio Rocha.

A semana terminou bem para Coronel Hélio, afastando de vez o fantasma que pairava sobre sua candidatura ao Senado.

Jogando a tarrafa

O PT parece estar deixando a segunda vaga ao Senado em aberto para um eventual acordo com o PSDB. Só pode. Sandro Pimentel, pré-candidato do PSOL, afirmou ter recebido uma ligação de Samanda Alves dizendo com todas as letras: “o PT ainda não definiu o segundo nome ao Senado”.

E Rafael Motta? Faz o quê nessa história?

Preferência

Taveira Júnior não esconde a preferência para que o PSDB esteja no palanque de Álvaro Dias. Para o deputado tucano, a informação de que a sigla poderá indicar o vice de Cadu Xavier não passa de “especulação” de redes sociais. Ressaltou, porém, que seguirá a decisão de Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa e do partido no RN.

Apostas tucanas

Ezequiel Ferreira já tem um esboço da nominata do PSDB para deputado federal que será apresentado à Executiva Nacional do partido nos próximos dias. A lista reúne nomes considerados competitivos, como Milena Galvão, Micarla de Souza, Ludimilla Oliveira e Zé Peixeiro — este último com quatro mandatos de vereador em Mossoró.