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Política

Allyson critica adversários e condena ideia de “privatizar o Estado todinho”

Pré-candidato ao Governo do RN associa adversários à defesa de privatizações, critica escala 6x1 e promete “choque de gestão” com foco em digitalização e atração de investimentos
Por O Correio de Hoje
01/06/2026 | 15:32

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), criticou adversários que, segundo ele, defendem a privatização de serviços públicos, a venda da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e regras mais rígidas para os trabalhadores. A declaração foi feita durante entrevista à rádio 95 FM de Caicó.

Sem citar nomes diretamente, Allyson fez referência a grupos políticos ligados ao pré-candidato Álvaro Dias (PL) e ao senador Rogério Marinho (PL), um dos principais apoiadores de sua pré-candidatura.

Allyson Bezerra Ex Prefeito de Mossoró Pré Candidato ao GoveRio Grande do Norteo do RN (2)
Ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra afirmou que determinados grupos defendem medidas que não encontram respaldo popular - Foto: José Aldenir

“Esses projetos de vender a Uern, de fechar hospital, de privatizar o Estado todinho… Esses projetos aí não são aceitos pela população”, afirmou.

Na sequência, o ex-prefeito de Mossoró procurou diferenciar sua posição da dos adversários, defendendo os serviços públicos e os trabalhadores.

“A população não quer esses governos aí que estão dizendo o seguinte: o trabalhador pode trabalhar até os 70 ou 75 anos para depois se aposentar. O trabalhador pode trabalhar seis dias e folgar só um dia. Eu sou aquele que defende a escala 5 por 2. Eu sou aquele que defende a universidade pública. Eu sou aquele que defende que a gente tem que olhar para a zona rural, para o interior do Estado e para as pessoas mais simples”, declarou.

Uern

Durante a entrevista, Allyson voltou a defender a manutenção da Uern sob gestão pública e classificou a instituição como patrimônio dos potiguares.

“Repudiem qualquer candidato que verbalizar que vai se desfazer da Uern”, afirmou.

Segundo ele, a universidade tem papel importante na formação de profissionais e na ampliação do acesso ao ensino superior no interior do estado.

“Privatizar, jamais. É algo inegociável para mim”, acrescentou.

Em maio, Álvaro Dias foi alvo de críticas após admitir que estudava propostas envolvendo federalização ou privatização da universidade. Após a repercussão, o pré-candidato afirmou que pretende manter a instituição no modelo atual.

Choque de gestão

Allyson também apresentou propostas para uma eventual gestão estadual a partir de 2027. Entre os principais pontos citados está a implantação de um “choque de gestão” para reorganizar a administração pública.

“O meu gabinete é nas ruas. Eu vou até o povo. Eu vou para aqueles locais que mais têm problema, porque é lá que nasce a solução”, disse.

A proposta inclui a realização de despachos em diferentes municípios e a criação de um modelo de governo itinerante, com maior presença da administração estadual no interior.

Outro eixo defendido pelo pré-candidato é a digitalização dos serviços públicos.

“Todos os serviços são digitais. A gente vai implantar isso no Governo do Estado. Gera economia, mas principalmente gera eficiência, gera rapidez”, afirmou.

Economia e investimentos

Na área econômica, Allyson defendeu a realização de um mutirão para destravar processos de licenciamento ambiental e projetos considerados estratégicos para a geração de empregos.

“A gente vai fazer um grande mutirão do ponto de vista de licenciamento ambiental que está travado no órgão licenciador do Estado para que o Rio Grande do Norte possa ter um contato direto com a iniciativa privada, gerando emprego, renda e arrecadação”, declarou.

O pré-candidato também argumentou que os problemas fiscais do estado estariam ligados à gestão dos recursos públicos, e não à arrecadação.

“O problema do Estado não é arrecadação. O Rio Grande do Norte está batendo recorde de arrecadação a cada ano. O cidadão pagou mais imposto e não melhorou a vida do cidadão lá na ponta”, afirmou.

Ao citar sua experiência na Prefeitura de Mossoró, Allyson disse ter assumido o município com dificuldades financeiras e encerrado a gestão com contas equilibradas.

“Eu sei o que é assumir um ente público com décimo terceiro atrasado, salários atrasados, previdência com mais de duzentos e trinta milhões de reais de débito. E sei também o que é entregar um caixa de mais de R$ 230 milhões na previdência, com todos os salários rigorosamente em dia”, declarou.

Segundo ele, a combinação entre gestão, digitalização de serviços e atração de investimentos permitiria ampliar a capacidade de investimento do Estado.

“Quando a gente faz um choque de gestão e elege prioridades, a gente consegue resolver os problemas”, concluiu.