Em tempos de eleição, político costuma enfiar o pé na jaca ao falar dos adversários.
O senador Rogério Marinho foi de uma infelicidade tremenda ao criticar o jeitão de Allyson Bezerra na vida pública.

Abusando do deboche, Marinho disse que a pré-candidatura do adversário ao governo “não fede, nem cheira”.
— Então, na hora em que você tem uma candidatura que não é uma coisa, nem é outra; que não fede, nem cheira; que é insípida, inodora, que não tem gosto; que fica o tempo todo dando saltos para o ar e andando com um chapéu esquisito… — disse o senador, em entrevista à 96 FM.
Pronto. Era o que Allyson queria para se fazer de vítima e valorizar suas raízes sertanejas, atacando o rival:
— Esquisito foi a covardia de não ser candidato ao governo do estado por saber da sua rejeição e desaprovação — rebateu o ex-prefeito.
Rogério foi infeliz porque desmereceu um símbolo do povo nordestino: o chapéu de couro.
O acessório, mais que identidade cultural, carrega significados que vão da sobrevivência física à afirmação política.
Para muitos, o chapéu de couro é a “coroa do sertanejo”.
A fala de Rogério Marinho soou preconceituosa e desrespeitosa com sua gente do Rio Grande do Norte, estado do semiárido nordestino.
Revela certa soberba de quem está muito próximo dos palácios de Brasília e distante do sertão de Raimundo Jacó, Luiz Gonzaga, Lampião, Padre Cícero e Elino Julião.
Funk do 01
No pé do rádio, um observador não se conteve diante da crítica de Rogério Marinho aos “saltos para o ar” do pré-candidato Allyson Bezerra:
— Fiquei curioso para saber a opinião do senador sobre a “dancinha” de Flávio Bolsonaro em ritmo de funk. Pelo visto, não deve gostar — comentou.
Sinal verde
O MDB liberou seus filiados para escolher livremente o segundo voto ao Senado. O primeiro, ao que tudo indica, segue com a senadora Zenaide Maia.
A estratégia foi revelada pelo ex-prefeito de Apodi, Alan Silveira, ao Meio Dia TCM:
— O segundo voto ao Senado foi liberado e vai pela afinidade — afirmou.
Flexibilidade
Apesar do distanciamento político entre Walter Alves e o governo petista, o diálogo não está totalmente rompido. Segundo Alan Silveira, não há impedimentos para apoio à pré-candidatura de Samanda Alves. A leitura no MDB é de que a flexibilidade permite ajustar alianças conforme a realidade de cada base eleitoral.
Recueta
Álvaro Dias negou qualquer plano de privatizar ou federalizar a Uern.
— Em nenhum momento eu falei em privatizar ou federalizar a Uern. Pelo contrário, eu disse que tinha uma equipe técnica fazendo um estudo para melhorar — afirmou no Contraponto, da 96 FM.
E completou:
— Vou manter a Uern como está.
Chapa fechada
Álvaro Dias não poupou críticas ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra:
— Eu vejo ele como um candidato de esquerda — disparou.
Sobre a polêmica envolvendo Flávio Rocha, foi direto, mas tratou de esconder o jogo:
— Nossa chapa está fechada.
Hum… será?