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Diógenes Dantas

Chapéu de couro — a coroa do sertanejo

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta quinta-feira 14
Diógenes Dantas
14/05/2026 | 05:23

Em tempos de eleição, político costuma enfiar o pé na jaca ao falar dos adversários.

O senador Rogério Marinho foi de uma infelicidade tremenda ao criticar o jeitão de Allyson Bezerra na vida pública.

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Chapéu de couro — a coroa do sertanejo - Imagem gerada por IA

Abusando do deboche, Marinho disse que a pré-candidatura do adversário ao governo “não fede, nem cheira”.

— Então, na hora em que você tem uma candidatura que não é uma coisa, nem é outra; que não fede, nem cheira; que é insípida, inodora, que não tem gosto; que fica o tempo todo dando saltos para o ar e andando com um chapéu esquisito… — disse o senador, em entrevista à 96 FM.

Pronto. Era o que Allyson queria para se fazer de vítima e valorizar suas raízes sertanejas, atacando o rival:

— Esquisito foi a covardia de não ser candidato ao governo do estado por saber da sua rejeição e desaprovação — rebateu o ex-prefeito.

Rogério foi infeliz porque desmereceu um símbolo do povo nordestino: o chapéu de couro.

O acessório, mais que identidade cultural, carrega significados que vão da sobrevivência física à afirmação política.

Para muitos, o chapéu de couro é a “coroa do sertanejo”.

A fala de Rogério Marinho soou preconceituosa e desrespeitosa com sua gente do Rio Grande do Norte, estado do semiárido nordestino.

Revela certa soberba de quem está muito próximo dos palácios de Brasília e distante do sertão de Raimundo Jacó, Luiz Gonzaga, Lampião, Padre Cícero e Elino Julião.

Funk do 01

No pé do rádio, um observador não se conteve diante da crítica de Rogério Marinho aos “saltos para o ar” do pré-candidato Allyson Bezerra:

— Fiquei curioso para saber a opinião do senador sobre a “dancinha” de Flávio Bolsonaro em ritmo de funk. Pelo visto, não deve gostar — comentou.

Sinal verde

O MDB liberou seus filiados para escolher livremente o segundo voto ao Senado. O primeiro, ao que tudo indica, segue com a senadora Zenaide Maia.

A estratégia foi revelada pelo ex-prefeito de Apodi, Alan Silveira, ao Meio Dia TCM:

— O segundo voto ao Senado foi liberado e vai pela afinidade — afirmou.

Flexibilidade

Apesar do distanciamento político entre Walter Alves e o governo petista, o diálogo não está totalmente rompido. Segundo Alan Silveira, não há impedimentos para apoio à pré-candidatura de Samanda Alves. A leitura no MDB é de que a flexibilidade permite ajustar alianças conforme a realidade de cada base eleitoral.

Recueta

Álvaro Dias negou qualquer plano de privatizar ou federalizar a Uern.

— Em nenhum momento eu falei em privatizar ou federalizar a Uern. Pelo contrário, eu disse que tinha uma equipe técnica fazendo um estudo para melhorar — afirmou no Contraponto, da 96 FM.

E completou:

— Vou manter a Uern como está.

Chapa fechada

Álvaro Dias não poupou críticas ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra:

— Eu vejo ele como um candidato de esquerda — disparou.

Sobre a polêmica envolvendo Flávio Rocha, foi direto, mas tratou de esconder o jogo:

— Nossa chapa está fechada.

Hum… será?