O deputado estadual Francisco do PT acusou o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, de desinformar a população ao afirmar, em inserção do PL, que a criminalidade teria aumentado no Estado. O parlamentar disse que a declaração não corresponde aos dados oficiais da segurança pública.
Segundo Francisco, Álvaro, ao lado de pré-candidatos do PL ao Senado e à Presidência da República, usou o programa partidário para divulgar “notícias inverídicas”. “Eu não sei se o pré-candidato a governador está falando do Rio Grande do Norte de 2018, de 2017, ou eu não sei sobre qual Rio Grande do Norte ele está falando”, afirmou.

O deputado estadual citou que, entre 2019 e 2025, o RN recebeu mais de R$ 500 milhões em investimentos na segurança pública. Também mencionou 700 novas viaturas, uma aeronave incorporada à frota, mais de 20 mil promoções de policiais e mais de 4.600 novos agentes de segurança.
Francisco afirmou ainda que o Estado deixou as últimas posições no ranking da insegurança e hoje seria o quarto mais seguro do Brasil, com Natal como a capital mais segura do país. Para ele, a oposição tenta criar “um quadro caótico” contra o governo Fátima Bezerra. “Não é com mentira e com desinformação que a população será convencida”, disse.
Allyson detalha primeiras medidas
Em entrevista ao programa “Eleições 2026”, realizado pelos veículos do Grupo Agora RN — os jornais Agora RN e O Correio de Hoje —, com apresentação do jornalista Tiago Rebolo, editor-geral do Agora RN e redator-chefe de O Correio de Hoje, o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou que pretende adotar medidas imediatas para destravar a economia e reorganizar a máquina pública logo nos primeiros dias de uma eventual gestão.
Entre as ações iniciais, Allyson destacou a realização de um mutirão para destravar licenças ambientais paradas no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Segundo ele, há milhares de processos represados, o que impede a execução de obras e a instalação de empreendimentos privados. A meta é zerar essa fila com celeridade.
Outra diretriz é a presença direta do chefe do Executivo nas secretarias estaduais. Allyson afirmou que pretende despachar dentro das pastas, acompanhando áreas como saúde, educação e infraestrutura, para acelerar decisões e identificar gargalos.
Ele também defendeu uma gestão baseada em critérios técnicos e meritocracia. Para o pré-candidato, a combinação entre agilidade administrativa e organização fiscal será determinante para ampliar investimentos e estimular a geração de emprego e renda no Estado.
Deputado José Dias critica segurança
O deputado estadual José Dias (PL) fez duras críticas à situação da segurança pública no Rio Grande do Norte e contestou declarações de que o Estado vive um cenário positivo na área. Em contraponto ao discurso governista, o parlamentar afirmou que a realidade vivida pela população é de insegurança constante.
“Quase toda semana nós temos um show de pirotecnia pelas organizações criminosas”, disse, ao relatar episódios de violência em Natal. Segundo ele, o medo faz parte do cotidiano. “Até para descer do meu prédio, eu tenho cuidado”, afirmou.
José Dias também cobrou a liberação das emendas parlamentares, especialmente as destinadas à saúde. O deputado defendeu tratamento igualitário e criticou a demora do governo em cumprir a lei. “O povo está morrendo por falta de assistência médica”, declarou.
Ele ainda questionou a condução do governo estadual na área fiscal e reforçou que continuará cobrando providências. “Eu vou voltar no assunto todo dia, porque a injustiça tem que ser mostrada”, afirmou.
Tomba denuncia abandono do Cajueiro
O deputado estadual Tomba Farias (PL) denunciou o fechamento do Cajueiro de Pirangi, um dos principais pontos turísticos do Rio Grande do Norte, e atribuiu a situação à falta de pagamento de funcionários terceirizados. Segundo ele, o equipamento está praticamente parado não por questões estruturais, mas por problemas administrativos.
Ele citou que a empresa responsável pela operação, a Clarear, que conta com cerca de 40 funcionários, enfrenta atrasos salariais. “Está há dois meses sem pagar salários e férias e há quatro meses sem pagar o vale-alimentação”, afirmou.
Tomba alertou que a crise pode se agravar e atingir outros equipamentos turísticos, como o Parque das Dunas. “É um absurdo um estado que tem no turismo uma das principais fontes de renda permitir que um equipamento desse porte fique fechado”, disse.