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Assembleia mira no governo e acerta na própria imagem

Confira a coluna de Daniel Menezes nesta terça 21
Daniel Menezes
21/05/2024 | 07:34

A oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte tem impedido nas última semanas a votação do projeto que institucionaliza escolas em tempo integral. Em uma comissão, já rejeitaram também outra proposta que viabilizaria recursos federais com a criação de uma Secretaria de Cultura, pleito antigo da categoria para viabilização das políticas públicas do setor. Os deputados estaduais vêm impondo derrotas ao governo, em face da briga pelo pagamento de emendas e acesso a nomeação de cargos. A questão é que, para cobrar essa fatura, eles miram em setores da população. Não será de estranhar se a Casa não aumentar sua rejeição, gerando o desejo de mudança no Legislativo estadual para 2026.

A CRÍTICA DE CARLOS EDUARDO

Prédio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). Foto: José Aldenir/Agora RN.
Prédio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). Foto: José Aldenir/Agora RN.

O hoje pré-candidato a prefeito Carlos Eduardo alega que não conseguiu obter informações contra Rogério Marinho na sua acusação judicial de que Marinho teria feito uso da estrutura do Ministério do Desenvolvimento Regional para vencer em 2022 na disputa pelo Senado, porque o governo federal do PT não liberou os dados. A representação de Carlos Eduardo contra Rogério Marinho por uso da máquina no pleito de 2022 foi derrotada no Tribunal Regional Eleitoral por 6 a 0.

SEM RADICALISMO, SEM 2 TURNO

O ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil no RN, alegou que a candidatura de Paulinho Freire em Natal é de “centro”. O recado foi dado ao bolsonarista PL. Ora, por análise dos fatos: a candidatura de Paulinho Freire não é de centro e ele tem ido para a direita em discursos e ações. Além disso, se for para o centro, Paulinho não vai nem para o segundo turno, já que depende da base bolsonarista para ir para a segunda fase do pleito. Mas a fala de Agripino tem um sentido: emitir sinais para aqueles que não querem uma candidatura radical à direita.

JUDICIALIZAÇÃO DAS PESQUISAS

Já são dois institutos grandes do RN que informam aos seus contratantes que só farão levantamentos internos. Não irão mais registrar pesquisas para divulgação. A atitude é acompanhada por alguns veículos de comunicação potiguares. E como não existe vácuo na política e no mercado, o espaço vem sendo ocupado por institutos recém-criados desconhecidos de outros estados do País, que começaram a aparecer por aqui.