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Opinião

União da oposição só acontecerá se Rogério renunciar à candidatura ao Governo para Allyson ser o cabeça

Confira a coluna de Opinião nesta quinta-feira 28
Agora RN
29/05/2025 | 05:31

Por mais que membros da oposição tentem, com o cenário atual é improvável uma união do grupo para 2026 no Rio Grande do Norte. Há vertentes que precisam ser avaliadas sem emoção e jogo de palavras. Vamos a elas.

Quem observa os passos do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), vê que ele tomou gosto pela candidatura a governador, embalado pelas pesquisas. Considerando a popularidade dele em Mossoró, ele poderia sair da cidade com uma maioria de cerca de 100 mil votos. Para superar isso, seria difícil e trabalhoso nos demais municípios.

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União da oposição só acontecerá se Rogério renunciar à candidatura ao Governo - Foto: Reprodução

Já a turma de Rogério Marinho (PL) também. Sabe que o senador não será vice-presidente na chapa da direita, pois ele próprio declarou que a indicação deverá caber à federação União Brasil-PP. A ideia de Rogério, aliás, é que a indicação seja do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, que poderia apontar alguém do Piauí.

A turma que segue Rogério e o senador Styvenson Valentim (PSDB) também aposta que este último vai alavancar o nome de Rogério para governador, com o respaldo do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União). Paulinho, que faz a política mineira, joga bem nos bastidores e tenta colocar a esposa, Nina Souza (União), como candidata a vice-governadora, caso a oposição se junte em torno de Allyson. Ou Nina pode ser primeira-suplente de Styvenson Valentim, para o Senado.

Em resumo, o cenário hoje é que dificilmente Allyson desistirá da postulação a governador. O mesmo vale para Rogério, que quer concorrer. A ver.

SINAIS

Quem acompanhou a entrevista do prefeito Paulinho Freire na 96 FM viu que ele já abertamente comunga com o pensamento de Rogério Marinho, isto é, que o critério para definir o candidato da oposição não pode ser apenas “pesquisa”. “Cada um, dentro do seu grupo, vai procurar viabilizar sua candidatura, mas no futuro a gente tem que sentar e escolher um candidato. E o critério não pode ser só pesquisa. Pesquisa é um dos critérios. Porque se fosse só isso, eu não teria sido candidato”, comentou, repetindo o que Rogério Marinho argumentou numa reunião recente com José Agripino e Benes Leocádio.

DENOMINADOR COMUM

Paulinho Freire, bem do seu jeito conciliador, disse que vem conversando com Styvenson Valentim, Rogério Marinho e Álvaro Dias para que a oposição possa chegar a um “denominar comum”. Paulinho defende a união do “centro-direita”, lançando apenas uma chapa de governador e dois candidatos ao Senado. Agora, quem vai abrir? Rogério, Allyson ou Álvaro? O prefeito de Natal não entrou nessa seara.

MUDANÇA

Por mais que evite falar no assunto agora, o ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos) recebeu a informação de que a federação entre MDB e Republicanos deverá ser concretizada nos próximos meses. Com a mudança partidária, o destino natural de Álvaro será buscar uma nova sigla. É que o MDB teve mais votos para deputado federal que o Republicanos. Assim, o comando regional seria do MDB do vice-governador Walter Alves.

DESDOBRAMENTOS

A vereadora Thabatta Pimenta (Psol) disse na 98 FM ter recebido convites do presidente Lula para disputar uma vaga de deputada federal pelo PT. Ela, no entanto, tende a ficar no Psol, aguardando a criação de uma federação unindo PT e Psol, além do PV e PCdoB. Assim, não precisaria deixar a legenda. Sobre as outras vagas, Thabatta admite que só tem até agora decidido os votos de Zenaide Maia (senadora) e de Lula (presidente). Ela não gosta do tratamento dado a ela, pelos assessores da governadora Fátima Bezerra.

PÉ FRIO

Repercutiram na Assembleia as declarações do deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) em apoio à candidatura de Allyson Bezerra ao Governo. Houve reação jocosa por parte dos colegas que seguem Rogério Marinho. “Desde que se elegeu deputado estadual, na década de 90, quem Nelter Queiroz apoia para governador perde a eleição”, lembrou ontem um parlamentar nos bastidores da sessão.

HISTÓRICO

Em 1994, já no primeiro mandato de deputado, Nelter apoiou Lavosier Maia e venceu Garibaldi Filho. Em 1998, foi de José Agripino e deu Garibaldi. Já em 2002, Nelter mudou-se para o MDB, que tinha vencido as duas últimas campanhas, mas Fernando Freire perdeu para Wilma de Faria. Em 2006, Nelter continuou no MDB e apoiou Garibaldi, que perdeu sua primeira eleição para Wilma, reeleita. Em 2010, Nelter aderiu a Wilma e apoiou Iberê Ferreira, que foi derrotado por Rosalba Ciarlini. Já em 2014, no MDB, o deputado de Jucurutu era um soldado na campanha de Henrique para o Governo. Pois este perdeu para Robinson Faria, numa derrota histórica. Em 2018, no 1º turno, Nelter foi de Robinson. No 2º turno, apoiou Carlos Eduardo, e as urnas apontaram Fátima Bezerra, reeleita em 2022, sem o apoio do deputado.

OPERAÇÕES

O RN virou celeiro de operações contra suspeitos de associação criminosa, exploração de jogos de azar e crime contra lavagem de dinheiro. Só esta semana foram duas operações.