O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial, voltou a questionar o resultado e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está convencido de que o Brasil deixou de ser uma democracia plena. A declaração consta de entrevista ao jornal americano The Washington Post, publicada ontem. A conversa ocorreu nesta quinta-feira 5, na Flórida.
Flávio disse que foi acolhido nos Estados Unidos por causa da avaliação de Trump sobre a situação democrática brasileira. Afirmou também que foi ao país, entre outros motivos, para poder sustentar suas acusações sem receio de ser preso. O senador criticou o funcionamento das instituições brasileiras e questionou a lisura do processo eleitoral.

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O senador rebateu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que considerou justo o resultado das eleições. “Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando”, declarou Flávio. Segundo o senador, ninguém pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude. Ele não apresentou provas de irregularidades.
Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, confirmou a vitória de Lula na noite de 25 de outubro, após a apuração do segundo turno, e telefonou aos dois candidatos para comunicar o resultado.
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A reportagem do jornal americano também menciona uma investigação policial sobre uma possível rede de agentes dos Estados Unidos, da Argentina e de Israel que teria ajudado na saída de Flávio do Brasil. Um funcionário de alto escalão do governo brasileiro, que falou sob condição de anonimato, disse ao jornal que a polícia apura a participação de estrangeiros. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou envolvimento direto do governo dos Estados Unidos na operação.
Pesquisa Quaest divulgada hoje mostra que 61% dos brasileiros consideram que as eleições foram limpas e justas e 30% que houve fraude. Para 62%, Flávio errou ao ir para os Estados Unidos.
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