“Os segmentos do Comércio de Bens, Serviços e Turismo são responsáveis por mais de 330 mil empregos formais, respondendo por 75% do total de carteiras assinadas no RN. Juntas, as atividades respondem por 75% do PIB Estadual e 76,7% do ICMS arrecadado. São setores pilares da nossa economia e merecem um olhar diferenciado na construção dos planos de governo”, afirmou o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio), Marcelo Queiroz.
Para ele, a atividade do Comércio nos segmentos de Bens, Serviços e Turismo representa uma peça fundamental na engrenagem da economia potiguar. E conhecer os projetos e metas do futuro governante do Estado, para a área é essencial para que o eleitor possa pensar e escolher qual candidato corresponde ao que é melhor para o crescimento e desenvolvimento econômico e apoio ao empreendedorismo no Estado.

“Na condição de representante desse setor, considero fundamental o estímulo de ações e políticas de fomento que possam redundar em impactos diretos e profundos na geração de mais empregos, renda e receitas. Só assim poderemos garantir uma verdadeira e segura retomada da economia e, consequentemente, o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou Marcelo Queiroz.
Baseado em sua experiência na área econômica e visão política do RN e com a proximidade das eleições, ele destacou outros pontos importantes para serem “olhados” pelos pré-candidatos ao governo. “Estamos na expectativa para que a relicitação do aeroporto Aluízio Alves ande ainda em 2022. Então, acredito que um olhar estratégico sobre este importante equipamento é essencial para a recuperação do turismo do nosso estado, bem como para a ampliação da nossa capacidade logística, que impacta diretamente diversas atividades produtivas”, definiu.
Marcelo Queiroz destacou também o Porto de Natal, que, conforme sua avaliação, também precisa de medidas que o tornem mais ágil e competitivo em relação aos estados vizinhos. E lembrou do sistema de transporte ferroviário, mais econômico que o rodoviário, “precisamos buscar a inclusão do RN no projeto de implantação de ferrovias do Nordeste”.
Para ele, os pré-candidatos devem ter planos de governo com espaço dedicado exclusivo à formação de ambiente econômico favorável para alavancar as atividades já desenvolvidas e fomentar o surgimento de outras ocupações e a criação de novas vagas de trabalho no comércio potiguar.
“Acredito que a palavra-chave é incentivo. É necessário termos um ambiente econômico favorável e saudável para alavancar as atividades econômicas aqui desenvolvidas ou possibilitar o surgimento de outras. São programas e medidas relacionadas a incentivos fiscais, facilidades de acesso ao crédito e o aprimoramento dos programas já existentes, que podem impulsionar o desenvolvimento econômico do nosso estado.
Marcelo Queiroz afirmou ainda que, “a partir desse cenário harmonioso, o empresário terá a confiança de alocar seus investimentos no Rio Grande do Norte e, por consequência, teremos geração de emprego, movimentação de renda, impactando em diversos segmentos econômicos”
PRIORIDADES. Sobre as questões tributária e jurídica, o presidente da Fecomércio explicou que, “em um âmbito mais amplo, é muito importante que os pré-candidatos observem e incluam, dentro dos seus planos de governo, ações e políticas públicas que levem em consideração os possíveis reflexos gerados com a aprovação das reformas que estão em andamento no Congresso Nacional como, por exemplo, a reforma Tributária ou a do Imposto de Renda”.
E lembrou que há importantes pautas sendo discutidas no Fórum Estadual Permanente das Microempresas, das Empresas de Pequeno Porte e dos Microempreendedores Individuais. “Esse segmento representa mais de 90% das empresas do nosso estado e precisa de uma priorização em diversos pontos, sobretudo quanto às compras governamentais, que devem ser tratadas como instrumento de desenvolvimento. Vale lembrar que uma parcela significativa do ICMS arrecadado no RN é proveniente da atividade do Comércio”, disse.
Outro ponto essencial citado, que também recebeu destaque na fala do superintendente do Sebrae/RN, José Ferreira de Melo Neto, o Zeca Melo, é a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte, que ainda não foi 100% aplicada. “Essa demanda vem sendo acompanhado muito de perto pela Fecomércio, por que entendemos que a Lei Geral é uma ferramenta importante e dá possibilidade de os pequenos empresários venderem mais para os poderes públicos e terem mais apoio dos bancos, por exemplo”, afirmou.