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Política

Nikolas Ferreira chama professores de “desconhecidos” ao defender homeschooling e prevê aprovação da proposta

Deputado do PL de Minas Gerais afirmou que ensino domiciliar será aprovado pelo Congresso e voltou a criticar o modelo tradicional de educação durante audiência na Câmara
Redação
10/06/2026 | 14:36

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a defender a regulamentação do ensino domiciliar (homeschooling) e criticou o papel da escola na formação de crianças e adolescentes durante audiência pública realizada nesta terça-feira (9) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Ao argumentar em favor da proposta, o parlamentar afirmou que pais e mães são os mais aptos a conduzir a educação dos filhos e se referiu aos professores como “desconhecidos”.

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Audiência Pública - Educação domiciliar, liberdade educacional e segurança jurídica para crianças e suas famílias. Dep. Nikolas Ferreira (PL - MG) Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

“Quem melhor pra conhecer o seu filho e educar o seu filho do que o pai e a mãe? Quem sabe dar aquilo que ele precisa? É um outro desconhecido? Você entrega o seu filho na mão de um desconhecido! Essa é a melhor forma?!”, declarou.

A audiência foi convocada pelo próprio deputado para discutir a regulamentação nacional do ensino domiciliar. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado Federal.

Durante sua fala, Nikolas também afirmou acreditar que o projeto será aprovado pelos senadores. O parlamentar citou a senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), relatora da matéria, e disse que pretende acompanhar a tramitação do texto.

“Eu não tenho dúvida que quando o Davi Alcolumbre falar sobre todas essas coisas no Congresso, o homeschooling vai ser aprovado por maioria de votos. Vai ser aprovado, vai ser aprovado, vai ser aprovado. O homeschooling é imparável”, afirmou.

O ensino domiciliar é uma das principais bandeiras defendidas por setores conservadores e pelo movimento bolsonarista. Os defensores da proposta argumentam que o modelo amplia a liberdade das famílias na educação dos filhos e permite maior participação dos pais no processo de aprendizagem.

Por outro lado, especialistas da área educacional e entidades ligadas ao ensino apontam preocupações relacionadas à socialização das crianças, ao acompanhamento pedagógico e à fiscalização do cumprimento das diretrizes educacionais previstas na legislação brasileira.

O debate sobre o homeschooling ganhou força após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que a prática pode ser regulamentada por lei específica aprovada pelo Congresso Nacional. Desde então, parlamentares favoráveis ao modelo buscam aprovar uma legislação federal para disciplinar a modalidade de ensino no país.