O prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) convocou uma reunião na tarde desta quinta-feira 18, na sede da Prefeitura, para anunciar a formação de uma comissão que vai analisar e propor melhorias para o transporte público de passageiros de Natal. Em entrevista após o encontro, o prefeito não descartou aumento na tarifa, mas afirmou que um possível reajuste poderá ser concedido diante de uma série de contrapartidas das empresas que atuam no sistema de transportes.
“Nós estamos solicitando uma contrapartida dos transportes coletivos, dos empresários, no sentido de modernizar a frota, de ampliar a oferta de retorno de várias linhas que foram retiradas de circulação, de ônibus novos que devem ser adquiridos e ofertados à população para modernizar a frota de veículos”, declarou o prefeito.

A comissão criada pela prefeitura será formada por membros do poder executivo municipal e do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (SETURN). As melhorias na prestação do serviço aos usuários serão discutidas independentemente da licitação dos transportes.
O grupo também irá propor soluções com base no estudo da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) encomendado pela prefeitura e entregue recentemente pelo órgão. Álvaro afirmou ainda que, por parte da prefeitura, serão analisadas as possibilidades de concessões de isenções e subsídios, assim como ocorre em outras capitais do país.
Sobre o possível reajuste da tarifa, Álvaro Dias lembrou que o preço está congelado há quatro anos, de modo que o valor cobrado está defasado em relação a outras capitais e aos aumentos que foram verificados no período, como as elevações nos valores dos combustíveis e outros insumos.
Entre as contrapartidas que serão exigidas das empresas em caso de aumento da tarifa, o prefeito cita o retorno de linhas que foram suprimidas e a modernização da frota. “Dentro de um amplo contexto, poderemos, sim, liberar para que seja analisado um aumento, assim como estudar também a possibilidade de o município conceder subsídio”, reforça o chefe do Executivo, afirmando que Natal é uma das únicas capitais do País que não subsidia transporte coletivo.
Não foi estipulado um prazo para que o grupo de trabalho apresente possíveis soluções nem foi definida uma data na qual será realizada uma próxima reunião para aprofundar as discussões.