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Inspeção de geólogos da defesa civil acontece nesta quinta-feira
Prefeitura de Tibau interdita 10 estabelecimentos próximos às falésias de Pipa; Defesa Civil vai inspecionar o local
Os estabelecimentos devem permanecer interditados até que a inspeção do local termine.
Redação
18/11/2020 | 19:48

A prefeitura de Tibau do Sul interditou nesta quarta-feira 18, dez estabelecimentos (entre hotéis e restaurantes) na região das falésias da Praia da Pipa – que desabou e matou 3 pessoas na manhã da última terça-feira. Os estabelecimentos devem permanecer interditados até que a inspeção do local termine.

Uma inspeção na parte da falésia que desabou será realizada até o fim da manhã desta quinta-feira, 19, quando a maré estiver baixa. Técnicos da Secretaria Nacional de Defesa Civil estarão presentes no intuito de direcionar o Governo Federal na tomada de decisões a respeito da segurança na área das falésias.

Na manhã desta quarta-feira 18, geólogos da Defesa Civil do Estado estiveram no local do acidente e analisaram áreas de riscos na Praia da Pipa. Parte da faixa de areia da falésia em que aconteceu o acidente também foi interditado.

A secretaria de Meio Ambiente, Urbanismo e Mobilidade Urbana de Tibau do Sul, Ieda Cortez, disse que cada estabelecimento na região está sendo analisado. “Estamos avaliando pontualmente cada um, porque cada um tem uma situação diferente. Vamos acionar a polícia militar para amanhã de manhã realizar o isolamento e policiamento da área”.

O local do acidente fica próximo a um ponto de embarque e desembarque de lanchas. Segundo a secretária, a prefeitura do município aguarda uma resposta da Capitania dos Portos para que esse ponto seja modificado.

O prefeito de Tibau do Sul, Modesto Macedo, disse que o planejamento da segurança das falésias de Pipa já estava sendo executado antes do acidente. “Já estávamos com esse planejamento em andamento e isso estará pronto daqui a 10 dias, no máximo. Nós antecipamos a preocupação das nossas falésias e da nossa orla”, disse.

“Infelizmente aconteceu uma tragédia ontem e estamos aqui nos solidarizando com toda família e preocupados nesse momento delicado com a vida de cada cidadão e aqueles que nos visitam. Mobilizamos todos os setores de meio ambiente, da defesa civil e até o ministério”, completou.

MPF abriu investigação

O Ministério Público Federal (MPF) vai abriu um inquérito civil público para apurar as responsabilidades do acidente que matou três pessoas nesta segunda-feira. O órgão convocou a Prefeitura de Tibau do Sul para buscar informações sobre a segurança das barreiras de falésias da Praia da Pipa.

O Ministério Público Federal também expediu recomendações à Prefeitura de Tibau do Sul para que fosse promovido o mapeamento geológico das áreas de maior ameaça de deslizamento de terras.

Em junho de 2018, após uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a obra do “cais da Pipa” — empreendimento tocado pela Prefeitura de Tibau do Sul — foi embargada judicialmente. A alegação dos órgãos de controle era de que o empreendimento apresentava “gravíssima situação de risco ambiental e de segurança pública”.

Acidente

Hugo Mendes Pereira, 32 anos, natural de Jundiaí, São Paulo, Stela Silva de Souza, 33 anos e Sol Souza, bebê de 7 meses, faleceram após desabamento de barreira de falésia localizada na Praia da Pipa, em Tibau do Sul, no litoral Sul do Rio Grande do Norte.

O acidente aconteceu por volta das 11h45 desta terça-feira (17). Segundo informações, os três estavam passeando pela praia e descansavam próximo da falésia, quando um barreira desabou e matou a família. Hugo e Stela gerenciavam uma pousada na praia potiguar.

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