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Declaração

Lira diz que Lula é candidato ‘fortíssimo’ para 2026 e que direita não tem nome além de Bolsonaro

Presidente da Câmara condiciona chance do petista a bom desempenho da economia
Redação
04/12/2024 | 17:31

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), declarou que o presidente Lula (PT) será um forte candidato à reeleição se a economia estiver em bom desempenho no ano eleitoral.

“Qualquer candidato à reeleição, se a economia estiver bem situada, é fortíssimo”, afirmou. A declaração foi feita durante o Fórum Jota, ocorrido nesta quarta-feira 4 em Brasília. O evento também contou com a presença de Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados.
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados.

Na direita, Lira afirmou não enxergar outro candidato além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Se ele tiver elegibilidade ou não, saberemos durante o período eleitoral. Lula já disputou uma eleição nessas condições”, destacou.

Ele se referiu à eleição de 2018, quando o petista foi o candidato do PT, mesmo estando preso, e só foi substituído por Haddad pouco antes do primeiro turno.

“Se esse cenário [de indeferimento da candidatura de Bolsonaro] acontecer, outras opções se tornarão limitadas”, completou, mencionando possíveis candidaturas de terceira via.

Leia também: Sem acordo na CCJ, Lira vai pautar PEC do corte de gastos no plenário

A declaração ocorreu no mesmo dia em que Lira entregou uma condecoração ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também cotado como presidenciável da direita.

Tarcísio foi agraciado com a Medalha Mérito Legislativo, que busca reconhecer pessoas que tenham prestado serviços relevantes ao Poder ou ao Brasil —Tarcísio foi consultor legislativo da Câmara entre 2015 e 2018.

Lira também foi questionado sobre o seu futuro depois de deixar a presidência da Câmara. Ele respondeu que está focado em conduzir a sua sucessão e que não cria expectativas sobre o que acontecerá depois.

Com informações da Folha de S. Paulo

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