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REPERCUSSÃO

Sem saber que aliado era alvo, Styvenson chama deputado de ‘bandido’ e ‘safado’

Senador comentou operação da Polícia Federal antes da confirmação de que o investigado era Luiz Eduardo
Agora RN
15/09/2026 | 00:11

Antes de ser revelado que o deputado estadual Luiz Eduardo era o alvo da Operação Sem Lastro, o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) publicou um vídeo nas redes sociais no qual chamou o investigado de “bandido” e “safado”. Os dois são de partidos aliados e dividem o mesmo palanque na eleição de 2026.

O senador também indicou que o R$ 1,5 milhão apreendido seria destinado ao caixa dois e à compra de votos. “Eu estou doido para saber, homem. Para quem era esse dinheiro, viu? Se ia comprar voto de quem, homem?”, afirmou o parlamentar.

Senador Styvenson Valentim durante transmissão em rede social
Styvenson Valentim comentou a operação antes de saber que o alvo era um aliado — Instagram/Reprodução

“Vamos dizer que esse dinheiro aí não era para comprar voto não. Está aí, olha. Pega lá a pacoteira de um milhão e meio para comprar voto. Desse jeito, fica fácil ser eleito”, declarou. Em outro trecho, atacou o responsável pelo dinheiro sem saber, publicamente, que Luiz Eduardo estava entre os investigados: “ Além de falar mal dos outros, ainda fica comprando voto, bando de vagabundo”.

O senador pediu que seus seguidores compartilhassem o vídeo e cobrou da Polícia Federal a divulgação do nome do investigado. “Espalha o vídeo que eu estou doido para saber de quem foi esse safado aí, esse bandido que está comprando voto”, afirmou. Em seguida, dirigiu-se à corporação: “Ei, Polícia Federal, diz aí, homem, de quem é essa pacoteira, com quem foi pego. Abre logo o celular dele para a gente ver as mensagens, homem”.

Sem apresentar provas de que o dinheiro tivesse origem em recursos públicos, Styvenson ainda declarou: “Toma, bando de ladrão. Rouba dinheiro do povo para comprar voto, bando de safado”. Na sequência, associou o episódio ao discurso de fiscalização adotado por ele durante o mandato e afirmou ter “mão limpa”.

Styvenson encerrou a gravação afirmando que não responde a processos e ameaçando acionar judicialmente quem fizer acusações contra ele sem provas. “Eu não respondo a um processo de nada. E o euzinho aqui, mão limpa. Já denunciei um monte de gente. Agora, denunciado, tem não, viu? Prova. Quem abrir a boca para conversar bosta e não provar, meto no processo no meio das costas”, declarou, antes de concluir: “Só tem ladrão”.