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Saúde

Nova York declara emergência após aumento de casos de sarampo

Estado registrou 108 casos da doença em 2026; queda na vacinação é apontada como causa do surto
Agora RN
07/10/2026 | 09:46

O estado de Nova York, nos Estados Unidos, declarou situação de emergência após o aumento dos casos de sarampo. Segundo reportagem do Jornal Nacional, o avanço da doença está relacionado à queda na cobertura vacinal.

Os Estados Unidos haviam eliminado o sarampo há 26 anos, após o sucesso da campanha para aplicação da segunda dose da vacina. Agora, essa classificação oficial está sob risco diante do pior surto registrado no país desde 1991.

Criança com manchas na pele em imagem ilustrativa de sarampo.
Imagem ilustrativa de sarampo. — Foto: Reprodução

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, decretou a emergência depois do crescimento expressivo de casos em áreas rurais. A medida amplia o número de profissionais de saúde autorizados a vacinar e realizar testes para detectar o vírus.

Nova York contabiliza 108 casos de sarampo em 2026, ante apenas um registrado em 2023. Em todo o território americano, são quase 4 mil casos distribuídos por 47 estados.

Pensilvânia registra mais de mil casos

Na Pensilvânia, estado vizinho, já foram registrados mais de mil casos e cinco mortes. Entre as vítimas estão um adolescente e dois bebês.

De acordo com autoridades estaduais, 99% das pessoas infectadas não haviam sido vacinadas. Crianças representam quase um terço dos casos registrados.

Sarampo pode permanecer no ar por até duas horas

A médica americana Natalie Azar destacou que o sarampo está entre as doenças mais contagiosas conhecidas.

A transmissão ocorre quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. O vírus pode permanecer em gotículas suspensas no ar por até duas horas em ambientes fechados.

Além de provocar lesões na pele, a doença pode causar complicações como pneumonia e inflamação cerebral. Bebês que ainda não têm idade para receber a vacina estão entre os grupos de maior risco.

Para impedir surtos, é necessário que pelo menos 95% dos moradores de uma comunidade estejam vacinados contra a doença.