Derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta terça-feira 6, em Goiânia, apoio a Flávio Bolsonaro (PL). O ato reuniu aliados, apoiadores e os governadores Daniel Vilela (MDB), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, reeleitos no domingo 4.
Caiado apresentou a decisão como coerente com sua trajetória de oposição ao PT. “Proporcionalmente, Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral”, afirmou. “O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção.”

Ao elogiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “meu colega na Câmara por 20 anos”, Caiado reafirmou a defesa de anistia ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe e em prisão domiciliar, e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Eu jamais neguei, e todas as circunstâncias, que se eu chegasse aonde você vai chegar, eu iria assinar a anistia dele e de todos os [condenados] do 8 de janeiro”, declarou.
Flávio agradeceu o apoio e comentou os pedidos da plateia para que Caiado seja ministro: “Vocês [plateia de apoiadores] pedem que ele [Caiado] seja ministro porque nós temos vários pontos convergentes. A gente concorda em 115%”.
Na segurança pública, disse que buscará inspiração nas gestões de Goiás e São Paulo e prometeu “construir meio milhão de vagas de presídios e aumentar penas para chefes criminosos”. “A gente vai arregaçar com vagabundo”, afirmou.
O candidato também atacou Lula: “O Brasil tem um presidente da República que briga com quem está em outro continente, mas não briga por você, não briga com assaltante de celular, não briga com traficante, não briga com miliciano. Eu vou brigar por você”.
Ao prometer “encerrar a Era do Lula”, Flávio afirmou que os resultados de domingo lhe deram maioria no Congresso para alterar a Constituição. “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje”, disse. Citou “maioria no Senado para fazer o presidente do Senado” e “maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara”, acrescentando: “Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”.
O senador se apresentou ainda como obstáculo para o Brasil “não virar uma Venezuela” e “não cair nos braços e nas mãos de grupos terroristas como Hamas e Hezbollah”. Em outro trecho, afirmou que “o povo brasileiro cansou do Lula. O povo brasileiro não aguenta mais ouvir a voz do Lula” e voltou a criticar Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).