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Eleições 2026

Cury anuncia apoio a Flávio Bolsonaro e diz que ficará fora de eventual governo

Terceiro colocado no primeiro turno, com 3,4 milhões de votos, escritor diz que não participará de eventual governo e manterá independência
Agora RN
09/10/2026 | 09:19

Augusto Cury (Avante) anunciou nesta quinta-feira 8 apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, após o candidato assinar uma carta com oito compromissos defendidos pelo escritor. Entre os pontos estão o fim da reeleição presidencial, financiamento a até dez milhões de microempresas e medidas para saúde, educação e proteção às mulheres.

Terceiro colocado no primeiro turno, Cury recebeu 3.448.569 votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos. Ao comunicar sua decisão, afirmou que não integrará um eventual governo de Flávio e que continuará manifestando suas divergências.

Cury anuncia apoio a Flávio Bolsonaro e diz que ficará fora de eventual governo

“Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, disse.

“Meu apoio não é um cheque em branco. Apoio não é submissão! Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo.”

Flávio disputa a Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro.

Antes do anúncio, o senador já havia citado Cury em uma declaração: “90% das dores dos seres humanos não têm coloração partidária. Isso aprendi com o professor Augusto Cury”.

A carta assinada por Flávio reúne propostas apresentadas por Cury durante a campanha. O apoio está condicionado ao cumprimento dos compromissos, segundo o documento divulgado.

Os pontos são:

  • Fim da reeleição presidencial, com defesa da alternância de poder e da renovação democrática.
  • Mudanças na saúde, com ampliação da telemedicina e do acesso à medicina moderna.
  • Proteção integral às mulheres, com uso de tecnologia e enfrentamento da violência.
  • Mudanças na educação, com valorização dos professores e melhores salários.
  • Financiamento de até dez milhões de microempresas, para estimular o empreendedorismo e a geração de empregos.
  • Fortalecimento do cooperativismo, com defesa do ato cooperativo, apoio às cooperativas e verticalização agroindustrial.
  • Valorização da agricultura, com a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos.
  • Pacificação nacional, com um governo para todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas, e combate à corrupção.

“O Brasil precisa aprender a conviver consigo mesmo, respeitar suas diferenças e proteger suas instituições”, afirmou Cury.

Em transmissão no YouTube, Flávio agradeceu o apoio e disse que concordou integralmente com o conteúdo dos compromissos assinados.

As adesões anunciadas nesta etapa não ampliam o tempo de propaganda dos candidatos no rádio e na televisão. As campanhas buscam conquistar os eleitores que votaram em concorrentes que ficaram fora do segundo turno.

Além de Cury, Flávio recebeu apoio da federação formada por União Brasil e PP, do Republicanos, do Novo e do Podemos. Segundo o Estadão, 17 diretórios estaduais do MDB também decidiram apoiar o senador, em um movimento impulsionado pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes.

PSD e PSDB liberaram suas bases para escolher quem apoiar na disputa presidencial. Entre os candidatos que participaram do primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC), além de Cury, declararam apoio a Flávio. Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmílson Costa (PCB) anunciaram apoio a Lula.

Renan Santos (Missão) liberou seus apoiadores para votar em quem desejarem. Wilson Grassi (Democrata) ainda não havia anunciado posicionamento nas informações divulgadas.