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Segundo turno

Campanha de Lula afirma que Flávio fará “tesouraço” em programas sociais

Peça divulgada pelo PT compara promessa de cortes com a gestão de Jair Bolsonaro e amplia ataques ao adversário na nova etapa da disputa
Agora RN
07/10/2026 | 00:44

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta terça-feira 6 uma peça que apresenta uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) como risco aos programas sociais. O vídeo associa o “tesouraço” prometido pelo adversário a cortes e reduções de recursos registrados durante o governo de Jair Bolsonaro.

A iniciativa integra a estratégia de aumentar a rejeição ao candidato do PL no segundo turno, por meio de comparações com a administração do pai e de mensagens sobre possíveis perdas de benefícios e políticas públicas.

Montagem da propaganda com imagens de Flávio Bolsonaro e referência a cortes
Peça da propaganda petista reproduziu candidato do PL como mamulengo — Foto: Reprodução

O vídeo cita cortes ou reduções de recursos durante a gestão Bolsonaro em áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres.

“Flávio Bolsonaro vive dizendo que vai fazer um tesouraço no Brasil. Mas, quando um dos Bolsonaros fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, afirma a peça.

Além da comparação entre propostas econômicas, a propaganda usa o receio de uma volta do bolsonarismo ao Planalto como argumento contra Flávio. “Agora, Flávio Bolsonaro quer dar continuidade ao legado perverso do pai e cortar tudo aquilo que o povo reconquistou. Não deixe esse pesadelo voltar. Bolsonaros nunca mais.”

A abordagem sinaliza a mudança de tom defendida por aliados de Lula para a segunda etapa. Depois de um primeiro turno concentrado na divulgação das realizações do governo, integrantes da campanha passaram a propor mais confronto direto, exposição das diferenças entre os candidatos e exploração de episódios da gestão Bolsonaro capazes de ampliar a resistência ao adversário.

Após a votação de domingo, Lula afirmou que o segundo turno seria uma “outra campanha”, com confronto direto entre dois projetos. Seu entorno também reconheceu problemas de comunicação na primeira etapa e passou a defender mensagens mais contundentes contra Flávio.