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Política

‘Maioria do eleitorado de Allyson é de esquerda’, diz Babá, vice de Álvaro

Vice de Álvaro Dias aposta que início da propaganda eleitoral vai concentrar eleitores de direita no PL e de esquerda no PT
Por O Correio de Hoje
12/08/2026 | 17:03

O candidato a vice-governador Babá Pereira (PL) afirmou que o eleitorado de Allyson Bezerra (União) está mais próximo da esquerda do que da direita e avaliou que esse cenário pode mudar com o início efetivo da campanha eleitoral, na próxima semana.

Na avaliação de Babá, vice de Álvaro Dias (PL), o início da propaganda eleitoral deve levar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se concentrarem em torno do candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT), enquanto os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) tendem a se aproximar de Álvaro.

Babá Pereira sentado diante de um microfone durante entrevista em estúdio
Candidato a vice-governador Babá - Foto: José Aldenir

Babá afirmou que cruzamentos de pesquisas eleitorais indicam uma concentração do eleitorado de direita em torno de Álvaro, enquanto Allyson receberia principalmente votos de eleitores identificados com a esquerda e o centro. “O nosso eleitorado está muito definido, eleitorado de direita. E nós temos aí praticamente 90% do eleitorado de direita que vota com a gente”, declarou.

Ao ser questionado sobre a liderança de Allyson em levantamentos sobre a corrida pelo Governo do Estado, Babá relativizou o desempenho do adversário. “Algumas ele lidera, outras não”, respondeu. Para ele, o quadro atual das intenções de voto pode sofrer alterações quando a propaganda eleitoral apresentar de forma mais clara os campos políticos representados pelos candidatos.

“A grande maioria do eleitorado que está votando em Allyson é de esquerda”, afirmou Babá. Segundo o candidato, o início da campanha oficial e a propaganda no rádio e na televisão devem fazer parte dos eleitores reconsiderar suas escolhas a partir da identificação ideológica.

Ao projetar a disputa estadual, Babá afirmou acreditar na possibilidade de uma vitória de Álvaro no primeiro turno, embora tenha reconhecido a dificuldade do cenário. Em caso de segundo turno, ele prevê uma polarização entre Álvaro e Cadu Xavier, com a saída de Allyson da disputa. “Se houver um segundo turno, nós acreditamos muito na polarização”, declarou.

Apoio de prefeitos

Uma das estratégias apontadas por Babá é ampliar o engajamento de prefeitos na disputa ideológica. Entre os candidatos ao Governo do Estado, Álvaro Dias é, segundo ele, quem reúne o maior número de apoios entre gestores municipais.

Babá afirmou que o apoio ao bolsonarismo estaria mais explícito entre prefeitos do que na eleição anterior. “Tem muitos hoje, diferentemente de quatro anos atrás, que defendem também Flávio Bolsonaro abertamente”, disse.

Segundo o candidato a vice-governador, durante a campanha de 2022 havia resistência de prefeitos em tornar público o apoio a Jair Bolsonaro (PL). Ele citou sua atuação em São Tomé e o engajamento de outros gestores que pediram votos para o então presidente.

Na avaliação de Babá, embora a mobilização não tenha sido suficiente para garantir a vitória de Bolsonaro no Rio Grande do Norte, ela contribuiu para reduzir a diferença de votos em alguns municípios.

O candidato afirmou perceber atualmente uma maior disposição dos prefeitos para apoiar Flávio Bolsonaro. Ele atribuiu a mudança a uma comparação entre as condições financeiras dos municípios durante os governos de Bolsonaro e Lula.

“Neste ano eu estou sentindo mais coragem, mais vontade. Porque os prefeitos fizeram a comparação. Foram prefeitos com Jair Bolsonaro, com a direita no governo, e foram prefeitos com Lula no governo, com a esquerda no governo. A diferença é enorme”, declarou.

O ex-prefeito também afirmou que municípios enfrentam dificuldades financeiras durante o atual governo federal e relacionou o cenário à redução da capacidade de pagamento e investimento. “Hoje os municípios estão tendo dificuldade, inclusive, de cumprir a folha de pagamento. Assim como o Estado está tendo”, disse.

Em seguida, acrescentou: “No tempo de Bolsonaro, nem o Estado nem o município tinham problemas com a folha de pagamento. Pagavam rigorosamente em dia e ainda tinham condições de investir”.